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Economia

Ceia pode ficar até 15% mais cara com alta do dólar

12 dezembro 2013 - 10h18Via G1
As mesas das festas neste fim de ano devem ter um pouco menos de vinho, bacalhau, frutas secas, azeites, conservas e outros produtos importados. A ceia mais modesta é resultado da alta de até 15% no preço destes produtos, por conta da valorização do dólar frente ao real, segundo a Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos (ABBA).

Desde o fim de 2012, o dólar subiu mais de 15%, saindo do nível dos R$ 2,00 para R$ 2,30, o que impacta diretamente o preço dos itens mais procurados na época das festas.

Economia em 2014

Como trocar é difícil quando se trata de produtos típicos, as alternativas são pesquisar preços em diferentes lojas ou tentar diminuir a quantidade dos produtos importados consumidos, para manter os gastos. No caso dos vinhos, pode-se buscar marcas mais baratas para substituir as de costume para não elevar o valor ou, para quem viaja, trazer bebida de fora. Já para as frutas secas e azeites, o jeito é pesquisar em diferentes lojas.

Para quem não abre mão de manter os gastos da ceia, seja por tradição ou prazer, há a alternativa de reduzir outras despesas, como contas de água e luz, orienta o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin).

“Você pode fazer uma troca. Não adianta ser avarento – se é um prazer, você tem que manter. Mas pode buscar o que é repetitivo e o excesso de 20% nos gastos que toda família tem. Tenho certeza que temos muito mais exageros e desperdícios do que o valor que a gente gastaria (com a alta de produtos na ceia)”, diz.

Domingos defende que se aproveite a necessidade de reduzir os gastos nas festas para inspirar economia em 2014, ano em que ele prevê aumento de preços em geral. “2014 será de muito arrocho financeiro. Aproveite o aumento de gastos da ceia para já projetar a economia que será necessária para o ano que vem. Aí vão ver como é possível achar economia de até 30% em tudo o que consumimos”, afirma.

Alta de até 15%
“Os vinhos subiram entre 10% e 15%, alguns mais outros menos, dependendo das negociações que as importadoras conseguiram fazer com as marcas. Tanto o euro quanto o dólar subiram, então a alta foi por igual nos importados”, diz Adilson Carvalhal Junior, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos (ABBA), que vende para os supermercados.

Ele aposta que vai haver mudança de portfólio das importadoras para o ano que vem para se adequar ao que ele vê como uma “mudança de nível do dólar”. “É mais ou menos dar um 'downgrade' (redução de nível), de trazer vinhos de R$ 200 para R$ 70. Isso deve reduzir o portfólio para se adaptar ao novo cenário de oferta. A gente vai ter de entender o que o consumidor quer”, afirma Carvalhal.

O maior preço dos importados, o endividamento e menores opções de gastos também devem levar as empresas a avaliar se vale a pena continuar vendendo os mesmos produtos.

Importador há 25 anos de bacalhau, azeitonas, conservas, frutas secas e azeites de países como Argentina, Espanha, Portugal, Itália e Peru, Marcelo Burjato, da Casa Patriarca, diz que o aumento de preços dos produtos, que ele estima em 10%, começou durante o ano e se intensifica nesta época.

“Como fazemos parte da cadeia de abastecimento, notei que caiu o volume de compra das redes e com o poder de compra maior e a demanda maior no fim de ano, a tendência é aumentar preço (desde a distribuição até o consumidor). Não tem tanto produto para abastecer o mercado”, diz Burjato.

Impacto nas vendas
Além de tomar mais espaço no bolso do consumidor, o aumento dos preços também deve tornar menor o resultado das empresas. Na Casa Patriarca, ao contrário do que esperava, Burjato percebe que deve haver queda de 5% nas vendas, apesar de ter reduzido a margem de lucro da empresa. A ABBA também prevê redução das vendas de vinhos, na sequência da queda de 5% a 10% na importação.

Já os supermercados esperam alta de 10% nas vendas dos importados, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

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