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Economia

Capital: Cesta básica teve alta em julho, diz Dieese

Segundo o órgão, o kit de alimentos subiu 1,01% em julho

06 agosto 2020 - 17h33Flávio Veras

No mês de julho, o custo da cesta básica aumento 1,01% em Campo Grande, segundo analise realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Outras 13 capitais tiveram decréscimo nos valores.

Além da capital sul-mato-grossense, Em Curitiba, o preço da cesta cresceu 3,97%, o que também ocorreu em Florianópolis, com crescimento de 0,98% e Recife teve crescimento de 0,18%.

Em Campo Grande o preço médio do kit de alimentos ficou em R$ 479,79. Já a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

Coleta

Por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, e-mail e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade, ressaltando que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, teria que ser de R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.045.

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