Menu
Busca sábado, 19 de junho de 2021
(67) 99647-9098
Senar - junho21
Economia

Empresa faz riquixás para carga e passageiros e fatura R$ 3 milhões por mês

20 março 2014 - 11h17Via Uol
Sediada na Zona Franca de Manaus, na capital do Amazonas, a empresa Motocar especializou-se na produção de um veículo típico da Ásia: o riquixá, também conhecido como tuk-tuk, que é um triciclo com uma cabine para passageiros.

Por mês, a fábrica produz 300 veículos e fatura, em média, R$ 3 milhões, segundo o diretor de marketing Fábio Di Gregório, 24. Até o fim de 2014, a empresa quer triplicar a produção. O valor médio de cada veículo é de R$ 10 mil para as revendedoras.

São três modelos de triciclo disponíveis nas concessionárias: com cabine para dois passageiros, que custa R$ 12,9 mil (para o consumidor final); com caçamba para cargas (R$ 13,9 mil); e com baú isotérmico (que mantém a temperatura de um produto) para o transporte de mercadorias perecíveis (R$ 14,9 mil). A venda é feita por meio de 15 concessionárias da empresa espalhadas pelo país.

De acordo com Di Gregório, os triciclos de carga têm motor de 200 cilindradas, carregam até 350 kg e atingem até 60 km/h. "O foco das vendas são pequenos comércios de água, gás, bebidas e grandes empresas que transportam mercadorias dentro de suas fábricas ou em centros de distribuição", afirma.

Já o modelo para passageiros tem motor de 150 cilindradas e pode chegar a 70 km/h. O veículo é indicado para o serviço de mototáxi, segundo o diretor de marketing da empresa. Em São Paulo (SP), por exemplo, o restaurante tailandês Tian utiliza o tuk-tuk para buscar e levar clientes no bairro onde fica.

O serviço de mototáxi, no entanto, não é regulamentado na capital paulista e em outras cidades do país.

Para pilotar o triciclo, Di Gregório diz que é necessário ter habilitação para motos. O veículo conta com uma série de itens de segurança como extintor de incêndio, cinto de segurança, freio de mão, pisca-alerta, luzes de freio e de marcha a ré, entre outros.

Os triciclos possuem licenças do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Contran (Conselho Nacional de Trânsito) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para circularem em qualquer via pública do país, segundo o diretor de marketing da Motocar.

"Foi um processo de homologação que levou dois anos. Tivemos de nos adequar aos índices de segurança, emissão de ruídos e de poluentes exigidos por estes órgãos", declara.

Triciclo preenche espaço entre moto e carro, diz empresa
Segundo Di Gregório, o produto começou a ser desenvolvido em 2009, mas só foi lançado em 2011, por conta das autorizações necessárias. Ele diz que o objetivo dos triciclos é preencher a lacuna de preço entre motos e carros.

"Uma moto simples custa em torno de R$ 6.000 e carrega uma carga mínima no baú, enquanto o carro popular tem custo próximo a R$ 30 mil e despesas maiores com combustível", declara.

O diretor de marketing da empresa afirma, ainda, que foram investidos cerca de R$ 8 milhões na estruturação da fábrica. A maior parte do recurso veio de uma empresa privada, que é sócia no negócio.

Manutenção dificulta vida dos clientes
Para o professor de empreendedorismo do Insper Marcelo Nakagawa, o triciclo é uma solução interessante para empresas que fazem o transporte de mercadorias em curta distância, dentro de um bairro ou em cidades de pequeno porte, por exemplo.

"Será difícil um triciclo cruzar uma cidade como São Paulo para fazer uma entrega ou para transportar passageiros. É mais confortável e seguro utilizar veículos de carga e táxis para essas situações", diz.

Nakagawa declara, ainda, que a manutenção dos triciclos é uma dificuldade para os compradores do produto. De acordo com a Motocar, os reparos nos veículos são feitos apenas pela rede de concessionárias.

"Se o estabelecimento não tiver a peça em estoque ou estiver com uma fila grande de triciclos para consertar, o cliente ficará sem o veículo por alguns dias. Como o público da fabricante são outras empresas, o prejuízo causado por um triciclo parado pode ser grande", afirma o professor do Insper.
Senar - square junho21

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Caixa começa a pagar 3ª parcela do auxílio emergencial a 39 milhões
Economia
Trabalhadores nascidos em dezembro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Trabalhadores nascidos em novembro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Aurora anuncia investimento de R$ 140 milhões em MS
Economia
Comércio gerou de janeiro a abril R$ 987,850 mi de ICMS
Economia
Nascidos em outubro podem sacar 2ª parcela do novo auxílio emergencial
Economia
Auxílio Emergencial: Governo antecipa pagamento da 3ª parcela; veja novas datas
Economia
Nascidos em setembro podem sacar auxílio emergencial a partir de hoje
Economia
Sete dicas para proteger seu bolso da aceleração da inflação
Economia
Nascidos em agosto podem sacar 2ª parcela da nova rodada do auxílio

Mais Lidas

Saúde
"É preciso dizer não", diz adjunta da saúde sobre festas na capital
Geral
Jovem de 27 anos morre após complicações da Covid-19
Polícia
Serial Killer: polícia encontra carta dizendo que muita gente deveria morrer
Saúde
Covid - Prefeitura abre cadastro para vacinação de adolescentes