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Economia

Exportação de industrializados alcança US$ 3 bi no MS

Receita foi obtida nos primeiros 10 meses de 2019, crescimento de 2,9% se comparado ao mesmo período de 2018

12 novembro 2019 - 11h32Sarah Chaves, com informações da assessoria

O Mato Grosso do Sul já alcançou de janeiro a outubro quase US$ 3 bilhões, com a receita obtida com as exportações de produtos industrializados, conforme levantamento do Radar Industrial da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems).

No mesmo período, a receita total alcançou US$ 2,982 bilhões, indicando aumento de 2,9% na comparação com janeiro a outubro de 2018, quando o resultado ficou em US$ 2,898 bilhões.

Apenas no mês de outubro, as exportações de industrializados do Estado totalizaram US$ 290,1 milhões, indicando crescimento de 18% em relação ao mesmo mês de 2018, quando o valor ficou em US$ 245,8 milhões. Além disso, quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 70% de toda a receita de exportação do MS, enquanto no acumulado do ano a participação está em 68%.

Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o montante pode ser creditado às reformas trabalhistas e previdenciárias, que já foram aprovados pelo Congresso Nacional, e as que estão sendo pautadas pela União para serem votadas pelos deputados federais e senadores. “Essas reformas têm efeito em cascata nos governos estaduais e trazem reflexos positivos para a sociedade”, pontuou.

Longen acrescenta que todas essas ações resultam na melhora da economia estadual. “Por isso, estamos exportando mais, temos redução da taxa básica de juros e a inflação está controlada. Cada vez mais a economia vai se ajustando”, ressaltou.

Desempenho

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o bom desempenho da balança comercial sul-mato-grossense é graças aos grupos “Celulose e Papel”, “Complexo Frigorífico”, “Extrativo Mineral”, “Óleos Vegetais”, “Couros e Peles” e “Açúcar e Etanol”, que, somados representaram 98% da receita total das vendas de industrializados ao exterior.

O grupo “Celulose e Papel” registrou receita de US$ 1,70 bilhão, um aumento de 10%, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 1,66 bilhão), tendo como principais compradores China, Estados Unidos, Itália, Holanda, Reino Unido, Coreia do Sul,e Espanha.

Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida de janeiro a outubro foi de US$ 817,7 milhões, um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que 42,3% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 345,9 milhões. Os três principais compradores são Hong Kong, com US$ 138,3 milhões, Chile, com US$ 120,5 milhões e Emirados Árabes Unidos.

Athus Ingles

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