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Economia

Exportações de industrializados crescem 41,4% e já somam US$ 1,5 bilhão

23 agosto 2011 - 11h20Arquivo

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos primeiros sete meses deste ano cresceram 41,4% com relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, as exportações já somam US$ 1,5 bilhão e devem superar os US$ 2,5 bilhões até o fim de 2011, contra os US$ 2,1 bilhões obtidos em todo o ano passado. Os dados são do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Ainda segundo o levantamento do Radar da Fiems, a receita do setor industrial manteve o percentual de 70% sobre tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul nos sete primeiros meses deste ano.

Na avaliação apenas da receita obtida no mês de julho, quando as vendas externas de industrializados alcançaram US$ 232,3 milhões, o crescimento com relação ao mesmo período do ano passado foi de 14,3%, quando o valor foi de US$ 203,3 milhões. Quanto à participação relativa mensal as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 67,3% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Já o mês de julho de 2011 mantém o mesmo comportamento e também se consolida como o melhor resultado já obtido para o período em toda a série histórica da exportação de industrializados no Estado. Com o último resultado, até o momento, são 21 quebras consecutivas de recorde no comparativo com igual mês ao longo da série.

Com relação ao volume, no acumulado do ano, o total alcança 4,64 milhões de toneladas, aumento de 24% em relação à igual período de 2010, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 3,75 milhões de toneladas de produtos industrializados. No mês de julho, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 811,5 mil toneladas, indicando um crescimento de 34,2%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 604,6 mil toneladas.

Responsáveis - Os principais destaques dos primeiros sete meses deste ano são os grupos "Complexo Carne", "Extrativo Mineral", "Açúcar e Álcool" e "Papel e Celulose". Em 2011, os produtos de maior destaque no "Complexo Carne" são os pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas, carnes secas e salgadas de outros animais, carnes de suínos congeladas, carnes congeladas de galos e galinhas não cortados em pedaços e outras miudezas comestíveis congeladas de bovinos.

Contudo, as carnes desossadas e congeladas de bovinos, principal produto do grupo, com participação de 37,7% sobre as receitas totais do mesmo, obteve uma redução equivalente a US$ 82,2 milhões. Tal desempenho é devido as reduções ocorridas em importantes compradores, como Irã, Argélia, Emirados Árabes Unidos, Egito e Jordânia, que somados apresentaram uma redução de US$ 59,6 milhões ou 40,2%.

Já no grupo "Extrativo Mineral" o valor alcançado neste ano ficou em US$ 345,4 milhões, com destaque para a elevação ocorrida nas exportações de minérios de ferro em bruto, que até o momento, totalizaram US$ 334,9 milhões ou 97% da receita total, resultando em uma receita 122,3% maior que a obtida em igual intervalo de 2010, mesmo com uma expansão de 18,1%. Em valores absolutos, a receita supera os US$ 184,2 milhões.

No grupo "Açúcar e Álcool", no acumulado do ano, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 265,4 milhões, indicando crescimento nominal de 138,5% na receita sobre 2010, resultando em um valor adicional de US$ 154,1 milhões. Já em volume, na mesma comparação, a variação foi de 90,2%, aumento superior a 258 mil toneladas.

Em relação aos compradores, os principais são a Rússia, com US$ 79,7 milhões ou 30%, Bangladesh, com US$ 21,9 milhões ou 8,3%, Geórgia, com US$ 17,1 milhões ou 6,4%, e Venezuela, com US$ 16,2 milhões ou 6,1%.

Quanto às exportações de "Papel e Celulose" o destaque continua por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose), que em 2011 registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 229,2 milhões ou 90,8% da receita total do grupo – crescimento de 27,1% em relação ao ano passado.

Outro destaque no grupo foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m², que somaram até agora o equivalente a US$ 20,9 milhões ou 8,3% do total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 78,6% maior.

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