O Comitê Federal do Mercado Aberto do Fed decidiu reduzir para US$ 55 bilhões de dólares por mês os gastos com as compras de títulos públicos, que injetam dinheiro na economia. Para a autoridade monetária norte-americana, a economia do país, como um todo, tem “força subjacente suficiente” para sustentar a melhora contínua no mercado de trabalho.
No entanto, a nova presidenta do Fed, Janet Yellen, indicou que o Banco Central pode voltar a subir os juros a partir do próximo ano. Segundo ela, a autoridade monetária pretende manter a taxa inalterada, desde que o desemprego permaneça demasiado alto; e a inflação, bem controlada. “Sabemos que não estamos próximos do pleno emprego”, declarou a responsável pelo Fed.
Na reunião dessa quarta-feira, o Fed destacou a desaceleração do crescimento durante os meses de inverno e a demorada recuperação do setor imobiliário. Já os indicadores relativos ao mercado de trabalho foram apelidados de “mistos”, apesar de sinais de melhoras.
Apesar do recuo no ritmo de crescimento econômico, a autoridade monetária norte-americana considerou que os progressos acumulados na economia e no mercado de trabalho justificam o novo corte no seu programa de compra. As ajudas começaram a ser reduzidas em dezembro, quando o Fed injetava US$ 85 bilhões por mês na maior economia do planeta.
O Fed revisou ainda para baixo as estimativas sobre o crescimento econômico dos Estados Unidos para este ano e o próximo, mas considerou que a taxa de desemprego vai baixar mais rapidamente do que tinha previsto. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano foram reduzidas para um intervalo entre 2,8% e 3% em 2014 e entre 3% e 3,2% em 2015, redução de 0,2 ponto percentual nas estimativas mais altas para ambos os anos.
Já a taxa de desemprego deverá, segundo o Fed, baixar para um intervalo de 6,1% a 6,3% este ano, melhor em relação à projeção anterior, entre 6,3% e 6,6%. Para 2015, a previsão ficou entre 5,6% e 5,9%. O Banco Central dos Estados Unidos deixou inalterada a estimativa para a inflação, que deverá atingir até 1,6% este ano e 2% no próximo ano.Reportar Erro
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(Arte: reprodução) 



