O Ministério da Economia deve permitir que os trabalhadores saquem até 35% dos recursos de suas contas ativas, dos contratos de trabalho atuais, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS ).
A expectativa do governo é que a medida injete até R$ 42 bilhões na economia. O plano é uma tentativa de reanimar a economia, via consumo, ainda este ano.
A projeção oficial do governo é de crescimento do PIB de 0,81%. Com a liberação dos recursos do FGTS, haverá também mais uma rodada de saques do PIS/Pasep.
Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, fontes a par do assunto, que participaram na última terça-feira (16) de reunião no Ministério da Economia, uma das ideias é autorizar os saques na seguinte proporção: quem tem até R$ 5 mil no fundo poderia sacar 35% do saldo e trabalhadores com até R$ 10 mil, 30% do saldo.
Ainda se discutia qual parcela terá direito quem tem entre R$ 10 mil e R$ 50 mil no FGTS. Acima de R$ 50 mil, o trabalhador só poderia sacar 10% do saldo total.
O calendário de liberação seguiria a data do aniversário, assim como foi feito nas contas inativas, de contratos já encerrados. Os trabalhadores que já fizeram aniversário este ano já teriam direito ao benefício assim que for autorizado.
Contas inativas. Em 2017, durante o governo Michel Temer, 25,9 milhões de trabalhadores fizeram o saque de cerca de R$ 44 bilhões de contas inativas do FGTS. A avaliação da equipe de Guedes é que, no governo Temer, a medida foi bem sucedida.
O atual governo também vê com bons olhos a distribuição de metade do lucro do fundo no ano anterior para os trabalhadores com contas no FGTS, prevista em lei sancionada por Temer em 2017. No ano passado, a distribuição de resultados do FGTS de 2017 elevou a rentabilidade das contas do fundo de 3,8% ao ano (3%+ TR) para 5,59% ao ano.
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A expectativa do governo é que a medida injete até R$ 42 bilhões na economia (Reprodução/Internet)



