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Economia

Guedes conversa com Gilmar Mendes e deve acelerar pagamento dos R$ 600

O ministro da Economia prefere não fixar data exata para o pagamento da 1ª parcela de R$ 600, mas diz que será rápido

01 abril 2020 - 12h11Priscilla Porangaba, com informações do O Globo

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, conversou na terça-feira (31) com o ministro Gilmar Mendes e acabou se convencendo de que é possível acelerar o processo de pagamento dos R$ 600 por mês para trabalhadores informais e vulneráveis durante 3 meses, por causa da pandemia de coronavírus.

Segundo o Poder 360, Guedes disse que a medida não deve passar desta quarta-feira (1º). “Nós temos uma burocracia dentro da máquina pública que apresentou vários obstáculos, dizendo que ainda não estava clara a fonte de receita. Mas vou resolver isso ”, disse Paulo Guedes.

Em conversas com seus assessores diretos na Economia, Guedes chegou a ouvir frases deste tipo: “Se o sr. fizer isso sem uma emenda constitucional o sr. vai ser responsável pelo impeachment do presidente da República”. O ministro tem 70 anos, fez carreira na iniciativa privada e trabalha pela 1ª vez na administração pública. Diante da pressão interna da burocracia estatal, acabou manietado em suas ações por causa desses alertas.

Antes de postar no seu perfil no Twitter a hashtag #PagaLogo, Gilmar Mendes mandou mensagem de texto para Paulo Guedes. Os 2 então conversaram por telefone. Só depois desse diálogo é que o magistrado foi à rede social. “Eu tenho boa interlocução com o ministro e quis ajudar”, afirmou Gilmar .

O magistrado do STF disse ao ministro da Economia que seria possível buscar meios legais para acelerar o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais de baixa renda, o chamado “coronavoucher”, sem a necessidade de aprovar uma emenda constitucional.

Gilmar afirmou que seria útil ter alguém dentro do governo que pudesse comandar esse tipo de operação, como ocorreu em 2001/2002 com o então ministro da Casa Civil, Pedro Parente, assumindo essa função e empoderado para derrubar muros construídos pela burocracia pública

O primeiro passo seria sancionar a medida que autoriza o pagamento dos R$ 600. A ideia é buscar soluções para que o pagamento seja feito e chegue o mais rapidamente possível aos trabalhadores. “Vai ser pago pela Caixa Econômica Federal, mas há o problema do cadastramento. Todo mundo já me veio com uma solução. A última é pegar o cadastro da Justiça Eleitoral: todos os que foram votar poderiam receber. Mas temos de ver isso direito. Hoje eu vou resolver e estará tudo certo para o pagamento”, disse Guedes.

O ministro da Economia prefere não fixar data exata para o pagamento da 1ª parcela de R$ 600, mas diz que será rápido.

 

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