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IGP-M sinaliza alta nos aluguéis

Diretor de imobiliária do MS admite que o reajuste já chegou ao consumidor que procura "renegociações"

21 outubro 2020 - 10h13Sarah Chaves

O Brasil registrou inflação de 2,92% no reajuste de contratos de aluguel na segunda prévia de outubro, conforme o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), esta taxa é inferior aos 4,57% da segunda prévia de setembro.  

Porém, segundo a pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumulado em 12 meses subiu de 18,20% na segunda prévia de setembro para 20,56% na segunda prévia de outubro.

De acordo com o engenheiro, corretor de imóveis e diretor da Financial Imobiliária, Geraldo Paiva, o aumento da inflação principalmente na região centro-oeste, se deve a dois fatores, que a partir de junho e julho fizeram os índices do IGP-M subirem: Alimentação e construção civil. “Esse número se elevou muito principalmente na parte de alimentos, provavelmente por causa da seca que assolou o centro-oeste brasileiro. Outro fato que tem elevado bastante, principalmente a partir do mês de julho, é o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pois o IGP-M é composto de Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPCA) de vários índices, e um dos que pesa é a alimentação e a indústria da construção”.

A queda da taxa de setembro para outubro foi provocada pelos preços no atacado, medidos pelo IPCA, cuja taxa de inflação recuou de 6,36% na prévia de setembro para 3,75% na prévia de outubro. E o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, subiu de 0,38% para 0,71%. O Índice Nacional de Custo da Construção também cresceu de 0,98% para 1,50%.

Além de todo esse aumento devido a seca que elevou o IPCA dos alimentos, a pandemia e a paralisação da indústria de construção também influenciou. “Todas as produções industriais da construção ficaram paradas, os estoques foram baixando, e agora não tem estoque e os produtos começaram a subir nas prateleiras”, alegou Geraldo que a anos trabalha com imóveis.

Segundo ele, esse reajuste já foi sentido pelos clientes. “Para os reajustes mais altos, muita gente procura renegociação, como na negociação o proprietário sabe que um reajuste acima de 10% é alto, ele parte para negociação”.

Já o doutor em economia associado da New York University Shanghai (China), e da Fundação Dom Cabral, Rodrigo Zeidan, diz que se precipita o inquilino que pensa que o aumento do aluguel não será repassado pelas locatárias de imóveis. “Vai ter gente que vai conseguir negociar para não pagar aumento. Mas vai ter um número relevante de aumentos no teto”, alegou.

Estima-se que o reajuste do IGP-M de janeiro até agora seja em torno de 14,39%. Em agosto o reajuste mensal foi de de 2,74 e em setembro esse número quase dobrou para 4,34%.

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