De acordo com a pesquisa, esse é o primeiro recuo nesse tipo de comparação desde o início da sua série histórica, em 2000. Pesaram sobre o desempenho da inadimplência em 2013 os recuos de 9,4% no volume de cheques sem fundo e de 4,8% na falta de pagamentos das dívidas não bancárias (como cartões de crédito, financeiras e lojas em geral).
De acordo com os economistas da Serasa Experian, mais empregos e uma série de mudanças de comportamentos pesaram para que ocorresse a queda de inadimplentes no país. "A manutenção de baixas taxas de desemprego ao longo de 2013, o maior rigor na concessão de crédito por parte das instituições financeiras e a maior preocupação dos consumidores em quitar suas dívidas, em vez de assumirem novos financiamentos, impulsionaram o recuo da inadimplência durante o ano passado", afirmou a Serasa, em nota.
Já na análise de dezembro de 2013 com o mesmo mês do ano anterior, a baixa foi ainda maior, de 6,5% - a sétima queda mensal. Quando comparado a novembro de 2013, a inadimplência do consumidor cresceu 2,7%.
Comparando ainda dezembro com o mês anterior, as dívidas não bancárias e os cheques sem fundo tiveram aumento de 6,9% e 4,0%, respectivamente. A inadimplência com os bancos recuou 1,2% e com os títulos protestados, 6,1%.
Veja as taxas de inadimplência desde 2000, segundo a Serasa Experian
2000: 8,8%
2001: 35,7%
2002: 24,7%
2003: 5%
2004: 3,1%
2005: 13,5%
2006: 10,3%
2007: 1,7%
2008: 8%
2009: 5,9%
2010: 6,3%
2011: 21,5%
2012:15%
2013: -2%Reportar Erro
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