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Economia

Inadimplência cai entre mais jovens e avança entre mais velhos

17 julho 2014 - 12h00Via IG
O consumidor jovem passou a pagar mais suas dívidas – embora ainda seja maioria entre os inadimplentes do país. A proporção de maus pagadores com até 30 anos recuou de 22% para 19% no segundo trimestre deste ano.

Entre o público de 31 a 35 anos, esse número caiu de 15% para 12%, revelou a pesquisa Perfil do Inadimplente, divulgada nesta quinta-feira (17) pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Em compensação, o percentual de consumidores com 56 anos ou mais que deram calotes avançou de 13% para 17% na comparação com o 1º trimestre do ano, mostrou o estudo.

Na análise do diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista, Fernando Cosenza, o aumento da pressão sobre o orçamento doméstico devido à alta recente dos juros e à pressão inflacionária apertou o orçamento das famílias de forma diferente sobre as faixas etárias.

"O jovem consegue lidar melhor com essa situação por possuir menos compromissos fixos e um orçamento mais flexível, com mais margem de manobra para reduzir os custos. Um pai de família tem compromissos com manutenção doméstica mais difíceis de serem cortados", explicou durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira.

Mais da metade dos inadimplentes (54%) declaram que pertencem à classe C, e outros 39% à classe B. Entre as formas de pagamento utilizadas na compra ou negócio que gerou a inadimplência, 29% dos entrevistados apontaram o cartão de crédito, seguido de carnê e boleto (28%).

Outros 16% afirmaram que o meio de pagamento que gerou o calote foi o cheque, e 13% o empréstimo pessoal. Entre as classes D e E, o crédito pessoal saltou de 12% para 23% como causa da inadimplência apontou a Boa Vista.

A compra de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos gerou o endividamento para 20% dos entrevistados, seguida pela compra de vestuário e calçados, que cresceu de 15% para 18%. A maioria (66%) dos consumidores não pretende fazer novas compras antes de quitarem as dívidas que geraram restrição ao crédito.

O levantamento mostrou, ainda, um crescimento de 65% para 77% na proporção de consumidores que dizem não estar comprometidos nos próximos meses com dívidas além das que causaram restrição.

O percentual de consumidores que se consideram em situação financeira melhor do que no ano anterior caiu de 52% para 40%, mostrou a pesquisa da Boa Vista SCPC, enquanto a fatia dos que têm a percepção de piora aumentou de 17% para 22%.

Para Cosenza, os números confirmam um movimento de queda na confiança do consumidor brasileiro com relação a suas finanças pessoais.

"Por enquanto, pode-se dizer que não é pessimismo, já que este sentimento não vem acompanhado de aumento de desemprego ou um salto de inadimplência, mas já antecipa a manutenção dessa cautela nos próximos meses", afirma o executivo.

A maioria dos entrevistados (36%) afirmou que a soma das dívidas em atraso está entre R$ 500 e R$ 2 mil, enquanto 32% disseram possuir dívidas de até R$ 500, mesma fatia dos que estão com compromissos acima de R$ 4 mil.

As entrevistas foram feitas presencialmente de 26 de maio a 03 de junho de 2014, com 1.014 consumidores. Os resultados devem ser lidos considerando-se 95% de grau de confiança e margem de erro de cerca de 3%.

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