O Ministério da Infraestrutura realiza, no dia 15 de março, na Bolsa de Valores de São Paulo, B3, o leilão dos três blocos aeroportuários – nordeste, sudeste e centro-oeste. O leilão de 12 aeroportos faz parte dos planos do governo federal de realizar 23 concessões, incluindo portos e aeroportos, dentro dos primeiros 100 dias da gestão do presidente Jair Bolsonaro.
Para essa quinta rodada, o valor mínimo de outorga, para arrematar os 12 terminais, será de R$ 219 milhões, à vista. Ao longo da concessão, o valor total da outorga é de R$ 2,1 bilhões. O prazo de concessão será de 30 anos.
O investimento previsto para os três blocos é de R$ 3,5 bilhões. Os vencedores do certame serão definidos pela melhor proposta econômica, ou seja, aquele que ofertar o maior ágio sobre o valor mínimo a ser pago à vista.
O Bloco Nordeste é composto pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. Para o leilão, o valor mínimo será de R$ 171 milhões. A previsão é que a outorga total chegue a R$ 1,7 bilhão (outorga inicial mais arrecadação das outorgas variáveis), a serem pagas anualmente. O investimento estimado é de R$ 2,153 bilhões para todo o bloco.
O Bloco Sudeste contempla os terminais de Vitória (ES) e Macaé (RJ) e o valor mínimo de outorga à vista será de R$ 47 milhões, sendo o total de R$ 435 milhões (outorga inicial mais arrecadação com as outorgas variáveis), com pagamentos anuais. O investimento estimado é de R$ 592 milhões para todo o bloco.
Já os quatro aeroportos que compõem o Bloco Centro-Oeste são: Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso. A outorga à vista será de R$ 800 mil e a outorga total será de R$ 9 milhões (outorga inicial mais a estimativa de arrecadação com as outorgas variáveis), a serem pagas anualmente. O investimento estimado é de R$ 771 milhões.
5ª rodada
A novidade para esta rodada é que não haverá cobrança de contribuição fixa anual (outorga fixa), somente da parcela variável. Essa contribuição vai considerar a arrecadação um percentual sobre a totalidade da receita bruta da futura da concessionária, sendo de 8,2% para o Nordeste, 8,8% para o Sudeste e 0,2% para o Centro-Oeste. A cobrança será recolhida anualmente. Assim como na rodada anterior, não há participação da Infraero.
Os vencedores terão que fazer o pagamento da outorga fixa inicial à vista mais o ágio ofertado no leilão. Essa cifra inicial foi calculada com base no valor presente líquido do empreendimento, ou seja, levando em consideração o investimento inicial, as receitas e custos da concessão, o fluxo de caixa e o retorno dentro desse período.
Haverá cinco anos de carência para o pagamento da parcela variável, seguido de pagamentos crescentes do 6º ao 10º ano, quando, então, os percentuais de outorga variável passarão a ser integralmente cobrados.
Para mais informações sobre o leilão de aeroportos clique aqui.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

Indústria lidera geração de empregos e concentra 67% das vagas em MS

Vendas de Páscoa devem crescer 4,5% e movimentar mais de R$ 103 milhões na Capital

Páscoa deve movimentar R$ 335 milhões em Mato Grosso do Sul

Cesta básica fica mais barata em Campo Grande em fevereiro

Alta da atividade industrial em janeiro não compensa perdas acumuladas

Febraban alerta sobre golpe do falso gerente

Preços de flores e serviços de beleza variam até 214% para o Dia da Mulher, aponta Procon-MS

Engenheiro reforça protagonismo da alvenaria tradicional frente à construção industrializada

Valor mÃnimo de outorga, para arrematar os 12 terminais, será de R$ 219 milhões (Reprodução/Internet)



