Menu
Menu
Busca quarta, 21 de janeiro de 2026
Gov IPVA Jan26
Economia

Mercado eleva para 2,56% projeção do crescimento da economia em 2023

Estimativa da inflação sobe para 4,92%

04 setembro 2023 - 12h10Luiz Vinicius, com informações da Agência Brasil

Pela segunda semana seguida, a previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu, passando de 2,31% para 2,56%. A estimativa está no boletim Focus de hoje (4), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB - a soma dos bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,32%. Para 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Superando as projeções, no segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a economia brasileira avançou 3,4%.

O PIB acumula alta de 3,2% no período de 12 meses. E no semestre, a alta acumulada foi de 3,7%.

Inflação

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - considerada a inflação oficial do país – teve elevação de 4,9% para 4,92%. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 3,88%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o IBGE. A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante da forte queda da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, no mês passado, um ciclo de redução da Selic.

A última vez em que o Banco Central tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio à contração econômica gerada pela pandemia de covid-19.

Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Demanda

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,98 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5.

Reportar Erro
Funlec - Matriculas

Deixe seu Comentário

Leia Também

Parcela do Bolsa Família é paga mais uma vez no ano
Economia
Caixa paga parcela do Bolsa Família para beneficiários de NIS final 3 nesta quarta
Sebrae/MS apoia quem quer empreender na formalização de empresas
Economia
Pequenos negócios impulsionam abertura de empresas em MS
Cesta básica ainda se mantém cara para os trabalhadores
Economia
Cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025
Grãos de café
Economia
Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita
Cartão do Bolsa Família
Economia
Caixa paga parcela do Bolsa Família para beneficiários de NIS final 2 nesta terça
Fachada de prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Justiça
Justiça converte para domiciliar prisão de suspeito por fraude no INSS
Setor da indústria gerou bastante emprego
Economia
Faturamento da indústria sobe, mas emprego cai pelo terceiro mês
O Banco Central ainda não informou as causas da instabilidade
Economia
Instabilidade no Pix causa falhas em transferências e pagamentos
Bolsa Família é pago mais um mês
Economia
Caixa inicia pagamento do Bolsa Família do mês de janeiro
Foto: Divulgação
Economia
Receita Federal lança manual para ajudar empresas a se adaptarem à reforma tributária

Mais Lidas

Ambulâncias do Samu 192
Saúde
Prefeitura faz "maquiagem" às pressas no SAMU para tentar enganar Ministério da Saúde
Edilson foi morto a facadas
Interior
VÍDEO: Adolescente mata companheiro de trabalho a facadas em pousada de Miranda
UPA Santa Mônica
Polícia
Denúncia expõe homem se masturbando e médico por assédio em UPA de Campo Grande
Crime aconteceu no bairro Nova Lima
Polícia
AGORA: Filho mata o próprio pai com tiro em briga no Nova Lima