Dos pouco mais de 1 mil trabalhadores contratados para reforçar as vendas de fim de ano, ao menos 50% devem ser efetivados até o encerramento de janeiro no comércio de Campo Grande, segundo estimativa do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG). O movimento sinaliza retomada gradual do mercado de trabalho no setor logo no primeiro mês do ano.
Para o presidente do sindicato, Carlos Santos, embora o cenário econômico ainda não seja ideal, há sinais consistentes de melhora. “A economia não está no patamar ideal, mas é inegável que há um aquecimento. Temos percebido isso diretamente nas conversas com empresários e trabalhadores, principalmente pela permanência de muitos temporários nas equipes das lojas”, afirmou.
Os dados oficiais reforçam essa percepção. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que Mato Grosso do Sul fechou 2025 com saldo positivo de empregos formais, com destaque justamente para os setores de comércio e serviços, responsáveis por grande parte das novas vagas. Já a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, registrou crescimento nas vendas do varejo ampliado no segundo semestre de 2025, impulsionado pelo aumento do consumo das famílias.
Outro fator que pesa na avaliação do sindicato é a expectativa de expansão econômica em 2026, ano eleitoral, período que historicamente concentra maior circulação de recursos, investimentos públicos e estímulo à atividade econômica local.
Segundo Carlos Santos, o acompanhamento do sindicato é permanente. “Estamos diariamente visitando empresas, dialogando com trabalhadores e observando na prática o comportamento do mercado. O que vemos é um número significativo de contratações temporárias sendo transformadas em empregos efetivos”, explicou.
A projeção, conforme o dirigente, é de avanço ao longo do ano. “Não temos dúvida de que o emprego vai avançar ainda mais. A expectativa é de que 2026 seja economicamente melhor que 2025, com reflexos diretos na renda das famílias e na valorização do trabalhador do comércio”, completou.
O SECCG destaca que seguirá atento para que o crescimento venha acompanhado de respeito aos direitos trabalhistas, salários dignos e melhores condições de trabalho, fortalecendo o setor e a economia da Capital.
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Comércio em Campo Grande (Reprodução/Ilustrativa)



