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Mudanças na legislação do Paraguai visam entrada de bitrens brasileiros

Reunião para discutir o tema aconteceu na Assembleia Legislativa por intermédio da Fiems

29 junho 2019 - 11h30Rauster Campitelli, com informações da assessoria    atualizado em 29/06/2019 às 12h15

Por intermédio da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), uma delegação de empresários do Paraguai esteve ontem (28) na Assembleia Legislativa solicitando apoio para a articulação de mudanças na legislação do país vizinho. O objetivo é permitir a entrada de carretas bitrens brasileiras em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã (MS).

De acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen, as alterações permitirão que indústrias do Estado voltem a movimentar carretas bitrens no Paraguai, aumentando a competitividade dos produtos locais no país vizinho e também no Mercosul.

“Hoje, é permitida a entrada de somente carretas com até três eixos, o que reduz expressivamente o volume de exportações do Estado para o Mercosul. Quando a nossa carreta não entra, levamos menos produtos via Paraguai, o que torna os custos mais elevados para o empresário e impacta também nas exportações do agronegócio”, explicou Longen.

A rodovia, que passa pelo município de Ponta Porã e segue até o Porto de Concepción, no Paraguai, a 220 quilômetros de Pedro Juan Caballero, é, atualmente, uma das principais rotas de exportações de grãos e produtos brasileiros para o Paraguai e outros países da América Latina.

“Vivemos em um mercado global, em que a competição é alta e nosso grande concorrente hoje é a China. Se quisermos mudar essa realidade, precisamos urgentemente de mudanças na legislação, para nos permitir rodar no país vizinho e usar o Porto de Concepción”,  acrescentou o presidente da Fiems.

Em contrapartida, o Paraguai poderia entrar no Brasil, também via Mato Grosso do Sul, com calcário – bastante utilizado pelo segmento sucroenergético e de celulose – e cimento.

O ex-ministro de Indústria e Comércio do Paraguai, Gustavo Leite, que atualmente é o porta-voz do CRC Group, holding paraguaia de logística e infraestrutura, afirma que uma indústria de processamento e fabricação de calcário está em fase de implantação no país e, dentro de três anos, deve produzir dois milhões de toneladas por ano.

“Nosso principal gargalo é como escoar essa produção. Agilizar o desembaraço alfandegário de produtos locais para o Brasil seria muito importante para nós em uma relação bilateral, na qual todos sairiam ganhando”, disse Leite.

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