Menu
Busca segunda, 20 de setembro de 2021
(67) 99647-9098
Gov - Estado que Cresce (set21)
Economia

Pacto pela pecuária sustentável evita que consumidor compre carne de área desmatada

08 dezembro 2013 - 12h39Via Agência Brasil
O trabalho Pacto com os Supermercados pela Pecuária Sustentável no Brasil, do Ministério Público Federal (MPF), ganhou a primeira menção honrosa do Prêmio Innovare na categoria Ministério Público. Com a iniciativa, grandes redes de supermercado passaram a oferecer linhas de produtos rastreados desde a origem, permitindo que os consumidores saibam que a carne não é resultado de desmatamento ou trabalho escravo.

Concedido pelo Instituto Innovare na semana passada, o prêmio é um dos mais prestigiados da Justiça brasileira. Ele destaca, anualmente, as melhores iniciativas nos diversos setores do sistema Judiciário em prol da modernização da prestação jurisdicional.

O termo de cooperação pela pecuária sustentável foi firmado no final de março entre o MPF e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O objetivo é evitar que os supermercados brasileiros comprem carne bovina proveniente de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia ou onde tenham sido constatadas irregularidades como invasão de terras públicas e trabalho escravo.

O procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, coordenador do grupo de trabalho Amazônia Legal, disse que o prêmio é uma oportunidade de dar visibilidade ao projeto, “de mostrar que é possível para o consumidor participar do controle do desmatamento ilegal na Região Amazônica”.

De acordo com Avelino, o pacto conta com a participação das empresas e dos consumidores. “Logo após a assinatura do acordo, grandes redes de supermercado lançaram linhas específicas de produtos com a identificação de origem. O consumidor, na prateleira do supermercado, consegue atestar a origem do produto e ter a comprovação de que o produto não é fruto nem de desmatamento nem de trabalho escravo”, acrescentou.

Muitas empresas lançaram, inclusive, selo específico para facilitar a identificação por parte dos clientes. “Fazemos reuniões periódicas com a Abras e com os supermercados para discutir formas de melhorar a implementação do acordo. A maioria dos produtores rurais consegue vislumbrar hoje que o seu produto só vai ter aceitação no mercado se for acompanhado de um mínimo de regularização ambiental”, disse o procurador.

Pelo termo de cooperação, a Abras se comprometeu a informar e orientar as empresas do setor supermercadista sobre práticas que ajudem a coibir o trabalho escravo na cadeia da carne, ampliem a redução do desmatamento e a recuperação de áreas desmatadas e combatam o abate clandestino.

Esse pacto é fruto de uma série de ações propostas pelo MPF, iniciadas no Pará em 2009, que buscava indenizações por danos ambientais causados pela criação irregular de gado no estado. Segundo o MPF do Pará, as ações levaram à assinatura de termos de Ajuste de Conduta (TACs) com cerca de 100 frigoríficos, curtumes e empresas calçadistas, que se comprometeram a cobrar medidas de sustentabilidade ambiental e social dos seus fornecedores.

“Em 2009, tínhamos vários estudos e dados públicos reconhecendo que a atividade da pecuária era a que mais causava desmatamento na Amazônia. Foi isso que gerou a atuação do Ministério Público”, informou o procurador Avelino.
Unica - inverno

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Governo cogita possibilidade de volta do horário de verão
Economia
Beneficiários do Bolsa Família começam a receber 6ª parcela do auxílio
Economia
Trabalhadores nascidos em novembro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Projeto do Governo para reduzir conta de energia é aprovado na Assembleia
Economia
Motoristas de apps vão ter incentivos, o que deve melhorar a vida dos passageiros
Economia
Trabalhadores nascidos em outubro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Procon-MS devolve quase meio milhão a consumidor no primeiro semestre de 2021
Economia
Trabalhadores nascidos em setembro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Funcionário diz que JBS está sem realizar abate
Economia
Segundo Ministro das Comunicações, tecnologia 5G pode trazer U$ 1,2 tri em investimentos

Mais Lidas

Internacional
Vídeo: Vulcão entra em erupção nas Ilhas Canárias
Polícia
Mulher é sequestrada no Itanhangá Park e família paga R$ 18 mil em resgate
Oportunidade
Concurso da Caixa Econômica tem vagas para MS e salário de R$3 mil
Geral
Criança de 5 anos morre em acidente na MS-141