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Economia

Piketty lamenta que Brasil não mostre dados da desigualdade

10 junho 2014 - 10h47Via G1
Autor do livro “Capital no século XXI”, o economista francês Thomas Piketty ficou conhecido mundialmente ao defender a tese de que a desigualdade aumentou nas últimas décadas, em alguns casos produzindo números mais próximos do Século XIX. No programa Milênio, da GloboNews, Piketty conversou com o repórter Jorge Pontual sobre a desigualdade econômica e lamentou que os dados da Receita Federal sobre distribuição de renda e riqueza no Brasil não estejam disponíveis para pesquisadores como ele. “A falta de transparência sobre a desigualdade da renda e do patrimônio representa um problema para a democracia”, afirmou Piketty.

O economista, que não se opõe à globalização, admitiu que um certo nível de desigualdade pode existir sem que isso seja um problema em si. Mas ele alertou, no entanto, para os riscos do acúmulo excessivo de riqueza por parte de uma pequena minoria. "A desigualdade pode ser necessária, útil para a inovação, para o crescimento, contanto que ela seja razoável. O problema é quando a desigualdade se torna extrema", explicou Piketty.

Thomas Piketty fez questão de frisar que não é marxista. “Faço parte da primeira geração pós-Guerra Fria que pode reexaminar essa questão de desigualdade no capitalismo de um jeito, talvez, um pouco menos ideológico do que as gerações anteriores”, diz o economista. “Marx considerava que existia uma lei no capitalismo que iria levá-lo ao desmoronamento: por meio da baixa tendencial da taxa de lucro. Ele dizia que o rendimento vai a zero e tudo vai desmoronar. Já eu digo que, do ponto de vista estritamente econômico, pode-se perfeitamente ter um rendimento do capital que para sempre será, digamos, de 5% por ano, e uma taxa de crescimento que será sempre em torno de 1% por ano, e isso não causa problema do ponto de vista puramente econômico”, acrescentou.

Em relação ao Brasil, Piketty avaliou que, nos últimos 20 anos, houve um crescimento econômico relativamente bem distribuído que permitiu o aumento do poder aquisitivo e dos salários. Mas ressaltou que praticamente não se sabe como evoluiu o topo da pirâmide social em relação à média. E afirmou: “O Brasil, apesar do bom desempenho econômico e social nos últimos anos, segue sendo um país com um grau de desigualdade na distribuição extremamente forte”.
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