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Economia

Preço do material escolar tem variação de 1900%, diz Procon de Dourados

O levantamento apurou que, na média, entre 43 produtos encontrados nos oito estabelecimentos da pesquisa foi detectada uma diferença de 77,5%, entre o estabelecimento com menor preço e o de maior preço

12 janeiro 2018 - 10h11Redação com informações Procon Dourados e Diário MS

O setor de Fiscalização e Pesquisa do Procon de Dourados realizou pesquisa de preço de material escolar em oito estabelecimentos comerciais do município nos últimos dois dias e descobriu que os preços podem variar em até 1.900% em alguns itens. Foram pesquisados 74 itens e algumas das maiores diferenças de preço encontradas foram no papel fichário, de 1.902,04% entre o menor e o maior preço, enquanto que o transferidor apresentou diferença de 1.011,11%; o lápis preto, diferença: 440,00% e a régua plástica cristal 30 cm, diferença: 337,50%.

O levantamento apurou que entre 43 produtos encontrados nos oito estabelecimentos da pesquisa foi detectada uma diferença de 77,5%, entre o estabelecimento com menor preço e o de maior preço. Já em relação à pesquisa realizada em janeiro de 2017 ocorreu queda de preço de 1,5%. “Esta pesquisa tem como principal objetivo fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar no mercado de material escolar, chamando a atenção para a necessidade da comparação antes da compra”, explica o diretor do Procon, Mário Júlio Cerveira.

Ele alerta que os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais, promoções e principalmente diferença de marcas. “Por isso, o consumidor deve fazer uma pesquisa em vários estabelecimentos, negociar descontos e prazos para pagamento”, diz, sugerindo ainda que a compra em conjunto pode facilitar as negociações.

O diretor do Procon destaca que é fundamental racionalizar a compra de material escolar, buscando aproveitar materiais utilizados no ano anterior, que estejam em boas condições de uso.

Confira as 8 dicas dos Procons para economizar na compra do material escolar:

1- Aproveite a ocasião e leve seu filho para as compras – Comprar o material acompanhado pelos filhos pode ser um bom momento para educá-lo financeiramente, explicando o motivo da escolha dos itens e dos estabelecimentos. A criança poderá compreender melhor se tudo for explicado e acompanhado por ela, pois você mostrará na prática por que não está escolhendo o material que ela pediu.


2- Fique atento aos seus direitos – O prazo para reclamar de produtos não duráveis que tenham apresentado problemas é de 30 dias; no caso dos duráveis, o prazo aumenta para 90 dias. Nas compras pela internet, o consumidor tem 7 dias para se arrepender, contados a partir do recebimento do produto ou da data da assinatura do contrato.


3- Cuidado ao comprar de vendedores ambulantes – O preço dos produtos comprados em vendedores ambulantes pode ser menor, mas não há emissão de nota fiscal e muitas vezes os produtos não possuem certificação do órgão responsável. Canetas hidrográficas costumam ser um grande problema: caso falhem (e você não tenha visto na hora da compra), não conseguirá trocá-las. Comprem somente produtos que tenham o selo do INMETRO.


4 - Fique atento aos produtos de marca – Nem sempre o material mais sofisticado é o mais adequado ou de melhor qualidade. Fique de olho nos preços de materiais com personagens e logotipos: eles costumam ser mais caros.


5 - Compre em conjunto – Reúna-se com outros pais para uma compra coletiva. Alguns estabelecimentos concedem bons descontos para compras em grandes quantidades.


6 - Troque livros – Participe ou incentive uma troca de livros didáticos com pais que possuem filhos com idades escolares diferentes. Comprando de segunda mão você pode economizar bastante.


7 - Só compre o necessário – Confirme com a escola se toda a lista é realmente necessária para aquele ano letivo e verifique se há produtos da lista que você já possui em casa – mesmo se já foram utilizados por outra criança, eles podem ser reaproveitados.


8 - Pesquise preços – O ideal é comparar valores em diversos pontos de venda, como papelarias, depósitos, lojas virtuais, lojas de departamentos e livrarias. Três a cinco estabelecimentos costumam ser suficientes para abranger os preços do mercado.

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