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Economia

Produtores estão otimistas para a safra 2011/2012 de soja em MS

09 outubro 2011 - 13h07Divulgação

Os agricultores sul-mato-grossenses estão otimistas em relação a próxima safra de soja no estado. Segundo a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na quinta-feira (6), a produção do grão no estado no ciclo 2011/2012 deve crescer 5,5%, passando de 5,1 milhões de toneladas para 5,4 milhões de toneladas.

Na propriedade do agricultor Antonio Valdomiro Perruzi, em Dourados, as máquinas já estão trabalhando para semear os 600 hectares que serão cultivados com soja. Ele diz que as chuvas dos últimos dias na região garantiram a umidade necessária para o início do plantio.

"A chuva veio em uma hora boa. Para começar um bom plantio e a expectativa é boa. Tem sempre que estar confiante que vai dar tudo certo", diz o produtor rural.

Em 2011, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) antecipou o o período do plantio em 20 dias no zoneamento agrícola da cultura. Antes, o cultivo era recomendado somente a partir de 21 de outubro.

Plantar mais cedo, conforme o agrometeorologista Claudio Lazarotto, é uma alternativa que muitos produtores encontram para fugir das adversidades climáticas. Entretanto, ele diz que nos próximos meses o tempo não deve atrapalhar o desenvolvimento das lavouras do estado.

"Não temos previsto a ocorrência para está safra dos fenômenos El Ninõ e La Ninã. Então deve ser um ano de normalidade, com irregularidades de chuvas no começo de outubro, estabilização de chuvas para germinação em novembro e com muita frequência veranicos a partir da metade de dezembro", explica.

Mas os produtores não estão otimistas para a próxima safra somente em razão das condições climáticas. Os agricultores também devem obter uma boa remuneração pela produção. O valor deve chegar, segundo estimativa do analista de mercado Gilberto Darci Bernarde, a R$ 44, bem acima do custo médio de produção que deve ficar em torno dos R$ 27, por saca de 60 quilos.

Ele explica que o cenário é favorável, mas que o produtor rural deve se precaver, ficando atento ao comportamento do mercado diante da crise na Europa.

"Se não houver uma solução a curto ou médio prazo muito provavelmente vai ocorrer uma desvalorização do preço das commodities. Então, o recomendável é que o produtor se resguarde. Ele precisa saber qual o seu nível de endividamento e já fixar um preço neste momento para a sua produção", recomenda.

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