Menu
Busca domingo, 25 de agosto de 2019
(67) 99647-9098
Economia

Quase 70% dos bancários de Campo Grande aderem à greve

28 setembro 2011 - 15h19Divulgação

No primeiro de dia da greve dos Bancários de Campo Grande e Região, ontem, a adesão foi de 69% de todos os trabalhadores ativos, números contabilizados na avaliação do comando da greve na Capital no final da tarde. Do universo de 2.500 bancários, 1.650 cruzaram os braços e das 100 agências, 69 não funcionaram na terça-feira, dia 27.

O comando da greve avalia como positiva esta situação, em função da paralisação estar apenas começando e mesmo aqueles bancários que foram trabalhar e aquelas agências, muitas delas fora do centro da cidade, que não foram alcançadas pelo movimento grevista, a partir de amanhã, este número pode mudar.

"Esperamos que a força da greve faça com que os bancos apresentem uma proposta que garanta emprego decente aos bancários. Com lucros acima de R$ 27,4 bilhões obtidos somente no primeiro semestre deste ano, os bancos possuem todas as condições de atender as reivindicações da categoria, de modo a valorizar o trabalhador, distribuir renda, reduzir desigualdades e contribuir para o desenvolvimento do país", avalia Iaci Terezinha Azamor, presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande.

A greve aprovada pela categoria, no último dia 22, teve a chance de não acontecer, na sexta-feira, quando mais uma rodada de negociação foi realizada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na esperança de haver uma melhora na proposta anterior que foi de 7,8% sobre todos os itens econômicos da pauta de reivindicação. Ao invés disso, os banqueiros menosprezaram a categoria, oferecendo apenas 8% de reajuste, ou seja, apenas 0,56% de aumento real, ficando muito aquém do que a categoria deseja nesta negociação, que é uma reivindicação de 12,8% de reajuste (sendo 5% de ganho real mais a inflação do período). Além de lutar por um índice reajuste de 12,8%, a categoria reivindica ainda o fim da rotatividade nos postos de trabalho, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Sabendo dos transtornos que isso causaria a população, os bancários estão nas portas dos bancos explicando os motivos da greve e pedindo apoio e a compreensão dos clientes e usuários, que sofrem com as altas taxas de juros, as tarifas exorbitantes, as filas intermináveis pela falta de funcionários, a insegurança e a precarização do atendimento bancário.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Arrecadação mostra recuperação da economia brasileira
Economia
Seguro facultativo garante benefícios a quem não exerce atividade remunerada
Economia
Acima de R$ 4,12, dólar fecha no maior valor em quase um ano
Economia
Julho registra abertura de 43,8 mil postos de trabalho
Economia
Ministério da Economia corta despesas para garantir serviços essenciais
Economia
Bolsonaro diz que vai ouvir Guedes sobre novo imposto
Economia
Aumento na conta de luz pressiona inflação para os mais pobres
Economia
Financiamento imobiliário com taxas diferenciadas é anunciado pelo BB
Economia
Índice de confiança do empresário tem alta pelo 3º mês seguido
Economia
Fiems apresenta aos militares do exército potencial econômico de MS

Mais Lidas

Geral
Mulher tem dedo amputado enquanto fazia compras
Fim de Semana
Esquadrilha da Fumaça se apresenta em Campo Grande neste domingo
Polícia
Vídeo - Peão morre após ser pisoteado por touro em rodeio
Esportes
Vídeo- Após capotar no Rally Sertões, Caio Castro tranquiliza fãs