Menu
Busca quinta, 16 de setembro de 2021
(67) 99647-9098
TJMS setembro21
Economia

Salário mínimo é responsável por 70% da redução da desigualdade, diz professor

08 maio 2014 - 11h22Via Agência Brasil
A valorização do salário mínimo na última década foi responsável por 70% da redução no coeficiente de Gini, que passou de 0,594, em 2001, para 0,527, em 2011. O índice mede a desigualdade de renda no mercado de trabalho e, quanto mais próximo de 0, menor a diferença entre os maiores e os menores salários.

De acordo com o professor Naercio Menezes Filho, do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, a redução da desigualdade promovida pela valorização do salário mínimo é ainda mais evidente entre as mulheres. “Da redução do [coeficiente de] Gini no mercado de trabalho, o salário mínimo é responsável por cerca de 70%. O efeito é mais importante para as mulheres do que para os homens, já que há muitas mulheres ganhando salário mínimo, principalmente empregadas domésticas”, disse.

O professor participou ontem (07) do seminário Política de Salário Mínimo para 2015–2018: Avaliações de Impacto Econômico e Social, organizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) e pela Escola de Economia de São Paulo (Eesp-FGV).

Na mesa que discutiu a distribuição de renda promovida pelo salário mínimo, o professor André Portela, da Eesp, avaliou que, nos últimos anos, a valorização tem beneficiado a população com renda intermediária e não os mais carentes. Portanto, de acordo com ele, a política econômica deveria investir em outros mecanismos de redução da desigualdade, como a ampliação de programas como o abono salarial e o Bolsa Família.

Para o professor Marcio Pochmann, da Universidade de Campinas (Unicamp), a valorização do mínimo precisa retomar o objetivo de quando o benefício foi criado, de ser um parâmetro para as necessidades de sobrevivência do trabalhador.

“O salário mínimo foi estabelecido na década de 1940 como a média do salário urbano e era acima do PIB [Produto Interno Bruto] per capita. Representava um componente de garantir o mínimo para a força de trabalho. Com a política de arrocho da década de 1960, o mínimo não acompanhou a inflação. Somente a partir do Plano Real, o mínimo se deslocou de elemento de combate à inflação para instrumento de combate à pobreza”, relembrou.

O seminário do Ibre/FGV termina hoje (08), quando serão debatidos os temas finanças públicas, inflação e macroeconomia do salário mínimo. O objetivo do evento é debater a política econômica, com a proximidade do fim da vigência, a partir de 2015, da atual regra para a correção do salário mínimo, que considera a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores e a inflação do ano corrente.
Unica - inverno

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Motoristas de apps vão ter incentivos, o que deve melhorar a vida dos passageiros
Economia
Trabalhadores nascidos em outubro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Procon-MS devolve quase meio milhão a consumidor no primeiro semestre de 2021
Economia
Trabalhadores nascidos em setembro podem sacar auxílio emergencial
Economia
Funcionário diz que JBS está sem realizar abate
Economia
Segundo Ministro das Comunicações, tecnologia 5G pode trazer U$ 1,2 tri em investimentos
Economia
No dia do cliente, Salomão dá dicas para evitar fraudes em promoções
Economia
Financiamento da casa própria terá juros menores, afirma presidente da Caixa
Economia
Decreto antecipa flexibilização de fidelidade à bandeira em postos
Economia
Trabalhadores nascidos em agosto podem sacar auxílio emergencial

Mais Lidas

Polícia
Corpo é encontrado esquartejado em sacos de lixo
Geral
Ao vivo: Bebê transmite mãe tomando banho no Facebook
Polícia
Jovem é presa por morder enfermeira na UPA do Coronel Antonino
Polícia
Mulher agredida com barra de ferro em espetinho no Aero Rancho contesta versão dada pelo dono