Os setores de bares e restaurantes, transporte e hospedagem devem concentrar os maiores ganhos do Carnaval de 2026 e liderar a geração de empregos temporários no período. Estimativa divulgada nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo aponta que a festa pode movimentar R$ 14,48 bilhões em todo o país, o maior volume já registrado, com crescimento real de 3,8% em relação ao ano passado, já descontada a inflação.
O desempenho positivo é puxado principalmente pelo consumo ligado à alimentação fora do domicílio, que deve responder sozinho por R$ 5,77 bilhões do faturamento total. Na sequência aparecem os transportes rodoviário e aéreo, com previsão de R$ 3,73 bilhões, e os serviços de hospedagem, que devem alcançar R$ 1,44 bilhão. Juntos, esses três segmentos concentram mais de 74% da receita gerada durante o Carnaval, reforçando o papel do turismo e do comércio como motores da economia no feriado.
O impacto direto desse aquecimento aparece no mercado de trabalho. A CNC projeta a abertura de 39,2 mil vagas temporárias, impulsionadas sobretudo pelos setores mais demandados pela folia. Bares e restaurantes lideram as contratações, com 27,9 mil postos, seguidos pelos transportes, com 4,3 mil vagas, e pela hotelaria, que deve criar 4,1 mil oportunidades. A expectativa é de que essas contratações ajudem a sustentar a renda de milhares de trabalhadores durante o pico da temporada.
O cenário favorável também é resultado do fortalecimento do turismo no país. O faturamento do setor já está 13% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Para o Carnaval de 2026, a projeção considera ainda a entrada de 1,42 milhão de turistas estrangeiros, alta de 4% em relação ao ano anterior.
Esse fluxo internacional vem se consolidando desde 2025, quando o Brasil recebeu 9,3 milhões de visitantes entre janeiro e outubro, com destaque para turistas da Argentina, Chile e Estados Unidos.
Outro fator que contribui para o aumento do consumo é a estabilização dos preços. Entre janeiro e novembro de 2025, o IPCA desacelerou de 4,9% para 4,5%, criando um ambiente mais favorável para gastos com lazer, alimentação e viagens. Segundo a CNC, a combinação entre inflação mais controlada, mercado de trabalho aquecido e maior presença de estrangeiros com moeda valorizada sustenta a projeção de recorde no faturamento.
Apesar do aumento das vagas temporárias, a entidade avalia que a taxa de efetivação deve cair para 11%, abaixo dos 16% registrados em 2025. O movimento indica uma acomodação do mercado após o período de recomposição pós-pandemia, quando a efetivação chegou a 24%.
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Fernando Frazão/Agência Brasil 


