Menu
Busca quinta, 24 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
TJMS setembro20
Economia

Tropeços políticos de rivais e preço menor explicam vitória dos caças suecos

19 dezembro 2013 - 10h52Via Folha
Azarão na disputa para o fornecimento de novos caças para a FAB (Força Aérea Brasileira), o Saab Gripen venceu por causa dos tropeços políticos de seus adversários e do preço mais baixo ofertado.

Os primeiros favoritos a terem percalços foram os franceses. Em dezembro de 2009, a Aeronáutica finalizou um relatório em que o Gripen ficava em primeiro lugar.

Mas o governo Lula negociava um pacote militar amplo com a França, comprando submarinos e helicópteros por quase R$ 20 bilhões.

Na celebração do 7 de Setembro daquele ano, com o colega francês Nicolas Sarkozy, Lula assinou uma intenção de comprar o Rafale. Houve revolta na FAB, não consultada, e o petista recuou.

Mas foi a falta de apoio de Paris ao acordo patrocinado por Brasil e Turquia para a crise nuclear com o Irã em 2010 que abalou as chances francesas. Irritado, Lula deixou a decisão para a sucessora, Dilma Rousseff.

Ela parou tudo, ao mesmo tempo em que sua política externa se aproximava dos americanos. O lobby da Boeing foi fortalecido, com a ex-embaixadora americana no Brasil Donna Hrinak à frente.

Com a eclosão do escândalo da espionagem americana, o clima ficou em suspenso. Um telefonema do vice-presidente Joe Biden a Dilma, em 19 de julho, a tranquilizou e foi decidido: o F-18 seria anunciado vencedor na visita de Estado de 23 de outubro a Washington.

A revelação posterior de que Dilma também fora alvo de espiões, contudo, enterrou as chances americanas.

Os franceses até se animaram, mas o presidente François Hollande foi avisado em sua visita semana passada de que não iria levar o prêmio devido ao custo do Rafale.

Para piorar, Dilma reclama constantemente com assessores dos dois aparelhos franceses que usa, o Airbus presidencial e o helicóptero Super Puma. São barulhentos, e o segundo já teve duas panes recentemente.

A escolha seria difícil com a campanha eleitoral em curso, e a FAB aposenta agora os 12 Mirage-2000.

Ainda assim, e apesar de ter sido definido no mês passado, o anúncio surpreendeu assessores, ministros e os executivos da empresa sueca. O diretor da Saab no Brasil, Bengt Janér, se disse "surpreso e feliz".

O primeiro F-X, que é uma sigla internacional para a compra de caças (F de fighter, caça em inglês, e o X é pela incógnita da escolha), foi lançado em 2001 por Fernando Henrique Cardoso para a compra de 12 aeronaves.

De um lado ficaram franceses, que tinham participação na Embraer e associaram-se à brasileira, com o Mirage-2000. Favorito, acabou desbancado pelo russo Sukhoi-35 e pela versão anterior do Saab Gripen.

Sob muita pressão, FHC perguntou ao então eleito Luiz Inácio Lula da Silva se ele queria que o martelo fosse batido no fim de 2002.

Lula suspendeu o programa em 2003, e o cancelou em 2005. Em 2008, com russos e o Eurofighter europeu eliminado, chegou-se ao F-X2, encerrado ontem.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Economia
Vídeo mostra protesto em Pedro Juan
Economia
FGTS está na conta dos trabalhadores nascidos em dezembro
Economia
Nascidos em julho recebem auxílio hoje e poderão sacar em outubro
Economia
Brasil e Paraguai assinam acordo para reabrir a fronteira
Economia
Pagamentos do Ciclo 1 do auxílio emergencial estão concluídos
Economia
Sidrolândia ganha unidade produtora de leitões que vai gerar 100 empregos
Economia
Caixa paga auxílio para 3,9 mi de beneficiários hoje; veja quem recebe
Economia
Comércio na fronteira terá liberação "meia boca"
Economia
Caixa paga abono salarial nesta segunda; veja quem recebe
Economia
FGTS: Caixa deposita hoje para trabalhadores nascidos em novembro

Mais Lidas

Polícia
Dois são presos tentando entrar com drogas em presídio
Polícia
Iagro aprende 120 cabeças de gado e documentação falsa
Polícia
Operação contra o jogo do bicho vaza e é antecipada
Polícia
No Pernambuco, bandido usa nome de campo-granense para comprar celular