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Economia

Vendas no varejo sobem 1% em outubro, aponta IBGE

12 dezembro 2014 - 11h07Via G1
As vendas no varejo tiveram alta de 1,0% no mês de outubro, em relação a setembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, a receita nominal do comércio varejista subiu 1,3%. Ambos resultados tiveram ajuste sazonal, que iguala as bases de comparação entre dois períodos.

Nas séries sem ajuste, o varejo brasileiro cresceu, em volume de vendas, 1,8% frente a outubro do ano passado e 2,5% nos 10 primeiros meses do ano. Nos últimos 12 meses, a alta é de 3,1%.

A receita nominal avançou 7,9% em comparação a outubro de 2013, e 8,9% no acumulado de 2014. De janeiro a outubro, a alta foi de 9,4%.

Vendas sobem em nove de 10 atividades
Nove entre 10 das atividades do varejo registraram alta no volume de vendas ante setembro, com ajuste sazonal. Se destacaram veículos e motos, partes e peças, com o maior avanço (4,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com 3,5%.

As vendas de tecidos, vestuário e calçados subiram 2,0%, ao passo de materiais de construção, 1,4%. O desempenho de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foi 1,4% superior.

Em relação a outubro de 2013, seis de oito atividades apresentaram alta, puxada pelo bom desempenho de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que avançaram 9,8%. Artigos de uso pessoal e doméstico subiram 5,1%, e combustíveis e lubrificantes, 1,8%. As vendas de livros, jornais, revistas e papelaria caíram 13,5%.

Produtos farmacêuticos em destaque
Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, as variações no setor farmacêutico alcançaram altas de 9,5% e 9,9%, respectivamente. Segundo o IBGE, o aumento dos preços dos produtos farmacêuticos, que subiram 4,9% em 12 meses contra 6,6% do índice geral, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e a essencialidade dos produtos explicam o desempenho positivo do segmento.

A atividade "Outros artigos de uso pessoal e doméstico", que engloba lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, cresceu 5,1% no volume de vendas em outubro ante o mesmo mês do ano anterior. Foi a segunda maior participação positiva na taxa global do varejo. As variações foram de 7,6% entre janeiro e outubro, e de 7,9% nos últimos 12 meses.

Vendas no varejo ampliado sobem 1,7%
O Comércio Varejista Ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, avançou pelo segundo mês seguido no volume de vendas, com taxa 1,7% em relação a setembro, ajustado sazonalmente.

A receita nominal manteve-se positiva pelo quarto mês consecutivo, com variação de 2,3%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o varejo ampliado encolheu 2,6% no volume de vendas e 3,0% na receita nominal.

No volume de vendas, houve queda de 1,5% no ano e de -0,5% nos últimos 12 meses, ao passo que a receita nominal baixou de 4,1% e 5,1% na mesma base de comparação, respectivamente.

Segundo o IBGE, o desempenho reflete, sobretudo, o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que teve alta de 4,3% no volume de vendas sobre setembro, com ajuste sazonal. A taxa voltou a ser positiva depois de dois meses de queda.

Já na comparação com outubro de 2013, a queda foi de 11,2%, permanecendo negativa pelo oitavo mês seguido. Nos 10 primeiros meses do ano, a queda foi de 9,4%, e nos últimos 12 meses, de 7,4%. A redução das vendas no segmento foi influenciada pelo menor ritmo na oferta de crédito e pela restrição no orçamento das famílias, de acordo com o IBGE.

Estados do Norte se destacam no varejo
No varejo, das 27 Unidades da Federação, 23 tiveram variações positivas no volume de vendas, na comparação com outubro de 2014 ante igual mês do ano anterior, na série sem ajuste). Os destaques foram para estados do Norte: Roraima, com 20,7%, Rondônia, com 14,4%; Amapá, com 13,9%; Pará, 12,8%; e Acre, com 9,9%.

Para o volume de vendas, os resultados em outubro sobre o mês anterior, com ajuste sazonal, foram positivos para 23 estados, com as maiores taxas de variação observadas em Pará (13,5%); Roraima (5,8%); Paraíba (4,5%); Tocantins (4,0%); e Amapá (3,8%).

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