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Educação

Mesmo em pandemia, aprovação automática de alunos não foi adotada em MS

Sem aulas presenciais, estados optaram por aprovar todos os alunos, mesmo os que não aprenderam

16 setembro 2022 - 15h08Brenda Leitte

A avaliação do Ideb 2021 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) não reflete a realidade e pode levar o cidadão a ter uma ideia equivocada sobre o nível do aprendizado no Brasil, é o que acreditam especialistas no assunto. Isso porque a pandemia fez com que muitos alunos deixassem de fazer a prova do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que mede o conhecimento de Português e Matemática, além de vários estados optarem por aprovar automaticamente todos os alunos, mesmo os que não aprenderam. Mato Grosso do Sul não optou por esse tipo de aprovação.

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS) tem o mesmo entendimento e também se manifestou sobre a importância de considerar os impactos da pandemia na Educação. A prova do Saeb foi realizada entre novembro e início de dezembro de 2021, enquanto muitas famílias sofriam os impactos da Covid-19. Isso impediu a presença de vários alunos na avaliação.

Apesar dos demais estados, a aprovação automática não foi adotada em Mato Grosso do Sul. “Somos contra passar de ano o aluno que não aprendeu. Muitos tiveram dificuldade porque ficamos dois anos sem aulas presenciais. É claro que isso prejudicou o aprendizado, mas não podemos simplesmente aprovar alunos que não estejam preparados para passar para a próxima etapa do aprendizado”, explicou a secretária de Estado de Educação, Maria Cecília Amendola da Motta. Ela lembrou ainda que vários alunos não conseguiram fazer a prova do Saeb. Foi o caso de parte dos alunos do Ensino Médio, que precisaram parar de estudar para trabalhar e ajudar as famílias em dificuldade.

O ‘Todos Pela Educação’ também fez uma série de considerações sobre o Saeb e o Ideb 2021, em especial pela ausência de alunos na prova. “Mesmo com esforço logístico e operacional do Inep, esse cenário atípico impactou, e provavelmente de forma distinta entre redes de ensino, a taxa de participação dos estudantes na avaliação, ou seja, o percentual de alunos matriculados que, de fato, fizeram as provas”, disse nota da organização da sociedade civil.

Em MS, a Rede Estadual de Ensino e as escolas implementaram uma série de soluções tecnológicas, sistema de busca ativa aos alunos evadidos e monitoraram, ao longo do período pandêmico, o aprendizado, mas não ficaram imunes aos impactos da pandemia na educação.

“O Ideb 2021, ao invés de cumprir com os objetivos para os quais foi criado em 2007, evidenciou o impacto da pandemia na Educação, promovendo uma comparação entre o que julgamos incomparável e as circunstâncias apresentadas”, finalizou a secretária.

 

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