Menu
Busca domingo, 19 de maio de 2019
(67) 99647-9098
Entrevista

'Voto não é moeda de barganha', diz Azambuja

10 julho 2011 - 05h38Assessoria

Depois de atuar 12 anos como parceiro do PMDB, o deputado federal Reinaldo Azambuja que exerce a presidência do PSDB acredita que é chegada a hora de lançar candidatura própria da sigla nas eleições de 2012.

Porém, segundo o parlamentar, uma aliança com o PMDB não está descartada até por que o próprio governador André Puccinelli já disse que o seu partido pode apoiar a candidatura de um aliado.

Ele também aponta que os tucanos têm grande representatividade no estado e aposta que sua legenda é, sem dúvida, o partido do ‘futuro’. Veja a entrevista na íntegra:

Jornal de Domingo - Deputado seu mandato parece estar indo bem em Brasília, porém como oposição, isso acrescentará algo a sua base como recursos e emendas?

Reinaldo Azambuja - Nosso mandato vai muito bem sim. Estamos atuando em comissões, apresentando projetos, defendendo os interesses do Estado e fazendo uma oposição consciente, como deve ser: o que é bom para o nosso estado, e para o nosso país, votamos a favor, o que não for, votamos contra.

Não somos inconseqüentes, e voto não é moeda de barganha. Votamos a favor do salário mínimo de 600 reais por entender que o trabalhador merecia e merece, provando a viabilidade do projeto com relatório técnico em mãos, votamos contra o projeto que dá regime diferenciado as licitações feitas para obras da Copa por que abre espaço para desvios e superfaturamento, e contra o trem bala por entender que o Brasil precisa de ferrovias - nosso Estado tem projeto de duas linhas férreas que podem mudar a nossa economia – e não de um trem bala que custará mais de 34 bilhões aos cofres públicos. Esses são os nossos critérios.

Jornal de Domingo - A vida toda seu partido nunca ficou de fora de uma coligação armada pelo governador, por que isso mudaria?

Reinaldo Azambuja - Nos doze anos que o PSDB manteve uma parceria com o PMDB as coligações não foram ‘armadas’ pelo Governador. Um consenso dos partidos fez com que as coisas caminhassem assim. Hoje, os tucanos entendem que é chegada a hora de oferecer a sociedade projetos independentes, nas capitais e nas maiores cidades e nós assim estamos trabalhando.

A candidatura própria do PSDB em Campo Grande é fato. As coisas vão mudar por que hoje o partido está preparado, tem um projeto sólido e pode fazer uma ótima administração encabeçando o grupo.

Uma aliança com o PMDB não está descartada até por que o próprio governador André já disse que o PMDB pode apoiar a candidatura de um aliado. Ainda é muito prematuro este tipo de discussão.

Jornal de Domingo - O senhor é hoje a maior liderança de seu partido, além de uma candidatura a prefeito, em que poucos acreditam, que outras possibilidades essa posição de liderança lhe propicia?

Reinaldo Azambuja - Como já disse a candidatura própria do PSDB é irreversível, se serei o candidato ou não, somente a convenção dirá. Se for chamado à responsabilidade não me furtarei da missão por acreditar que é chegado o momento e podemos oferecer um ótimo projeto para a capital.

Jornal de Domingo - Como o senhor vê o momento político em nível nacional?

Reinaldo Azambuja - O PSDB concluiu essa semana um balanço sobre os primeiros seis meses do governo Dilma, e os dados mostram um governo que perdeu mais tempo apagando incêndio de crises, do que propriamente governando. Convivemos com o aumento da inflação, obras da Copa 2014 muito atrasadas, queda de dois ministros envolvidos em escândalos absurdos de corrupção e enriquecimento ilícito, obras paralisadas nos municípios por conta dos restos a pagar que não eram liberados, aumento da carga tributária, enfim, um governo que ainda deve nos mostrar a que veio.

Ficaremos atentos, não deixaremos que as investigações sobre o enriquecimento do [ex-ministro] Palocci ou as denúncias que surgiram sobre o Ministério dos Transportes sejam esquecidas.

Jornal de Domingo - Que tamanho seu partido pode ficar ano que vem?

Reinaldo Azambuja - Sempre trabalhamos muito para o crescimento do partido e se estamos falando em aumento de número de prefeitos, queremos lançar candidatura própria em mais de quarenta municípios, ampliar o número de vereadores e trazer novos quadros por meio de eventos de filiação que acontecerão em todo estado antes das eleições.

Jornal de Domingo - Espremido pela polarização PT e PMDB no estado, o PSDB não é um partido sem futuro?

Reinaldo Azambuja - Acabamos de falar em crescimento. Nosso partido é um dos maiores hoje, um dos que mais cresce... Aqui em Mato Grosso do Sul os números foram motivo de grande destaque em todo país. Passamos de 1 para cinco deputado estaduais, ganhamos uma vaga de federal, ampliamos o número de prefeitos e vereadores. Nosso partido é o partido do futuro.

Fac Feijoada 2019

Deixe seu Comentário

Leia Também

Entrevista
“Todos têm direito à saúde e à igualdade”, afirma José Mauro
Entrevista
"Precisamos ter participação na taxa de emolumentos”, diz Sérgio Martins
Entrevista
“Valeu a pena todo o sacrifício”, afirma Paulo Passos
Entrevista
“Faremos trinta anos em quatro”, diz Valério Azambuja
Entrevista
"Estamos na faixa máxima de avaliação", diz Ayache
Geral
Riedel fala de gestão empresarial em entrevista
Entrevista
Romão Milhan Jr assume associação do MP e fala em “transparência e valorização”

Mais Lidas

Polícia
Ex-marido esfaqueia mulher em boate ao ver localização em rede social
Geral
Vídeo - Após mulher trocar senha do wi-fi, vizinhos apedrajam casa
Polícia
Homem toma arma de policial, troca tiros com outros e morre em telhado de casa
Internacional
Por engano, funcionário serve vinho de 5.100 euros a clientes