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Entrevista

'Voto não é moeda de barganha', diz Azambuja

10 julho 2011 - 05h38Assessoria

Depois de atuar 12 anos como parceiro do PMDB, o deputado federal Reinaldo Azambuja que exerce a presidência do PSDB acredita que é chegada a hora de lançar candidatura própria da sigla nas eleições de 2012.

Porém, segundo o parlamentar, uma aliança com o PMDB não está descartada até por que o próprio governador André Puccinelli já disse que o seu partido pode apoiar a candidatura de um aliado.

Ele também aponta que os tucanos têm grande representatividade no estado e aposta que sua legenda é, sem dúvida, o partido do ‘futuro’. Veja a entrevista na íntegra:

Jornal de Domingo - Deputado seu mandato parece estar indo bem em Brasília, porém como oposição, isso acrescentará algo a sua base como recursos e emendas?

Reinaldo Azambuja - Nosso mandato vai muito bem sim. Estamos atuando em comissões, apresentando projetos, defendendo os interesses do Estado e fazendo uma oposição consciente, como deve ser: o que é bom para o nosso estado, e para o nosso país, votamos a favor, o que não for, votamos contra.

Não somos inconseqüentes, e voto não é moeda de barganha. Votamos a favor do salário mínimo de 600 reais por entender que o trabalhador merecia e merece, provando a viabilidade do projeto com relatório técnico em mãos, votamos contra o projeto que dá regime diferenciado as licitações feitas para obras da Copa por que abre espaço para desvios e superfaturamento, e contra o trem bala por entender que o Brasil precisa de ferrovias - nosso Estado tem projeto de duas linhas férreas que podem mudar a nossa economia – e não de um trem bala que custará mais de 34 bilhões aos cofres públicos. Esses são os nossos critérios.

Jornal de Domingo - A vida toda seu partido nunca ficou de fora de uma coligação armada pelo governador, por que isso mudaria?

Reinaldo Azambuja - Nos doze anos que o PSDB manteve uma parceria com o PMDB as coligações não foram ‘armadas’ pelo Governador. Um consenso dos partidos fez com que as coisas caminhassem assim. Hoje, os tucanos entendem que é chegada a hora de oferecer a sociedade projetos independentes, nas capitais e nas maiores cidades e nós assim estamos trabalhando.

A candidatura própria do PSDB em Campo Grande é fato. As coisas vão mudar por que hoje o partido está preparado, tem um projeto sólido e pode fazer uma ótima administração encabeçando o grupo.

Uma aliança com o PMDB não está descartada até por que o próprio governador André já disse que o PMDB pode apoiar a candidatura de um aliado. Ainda é muito prematuro este tipo de discussão.

Jornal de Domingo - O senhor é hoje a maior liderança de seu partido, além de uma candidatura a prefeito, em que poucos acreditam, que outras possibilidades essa posição de liderança lhe propicia?

Reinaldo Azambuja - Como já disse a candidatura própria do PSDB é irreversível, se serei o candidato ou não, somente a convenção dirá. Se for chamado à responsabilidade não me furtarei da missão por acreditar que é chegado o momento e podemos oferecer um ótimo projeto para a capital.

Jornal de Domingo - Como o senhor vê o momento político em nível nacional?

Reinaldo Azambuja - O PSDB concluiu essa semana um balanço sobre os primeiros seis meses do governo Dilma, e os dados mostram um governo que perdeu mais tempo apagando incêndio de crises, do que propriamente governando. Convivemos com o aumento da inflação, obras da Copa 2014 muito atrasadas, queda de dois ministros envolvidos em escândalos absurdos de corrupção e enriquecimento ilícito, obras paralisadas nos municípios por conta dos restos a pagar que não eram liberados, aumento da carga tributária, enfim, um governo que ainda deve nos mostrar a que veio.

Ficaremos atentos, não deixaremos que as investigações sobre o enriquecimento do [ex-ministro] Palocci ou as denúncias que surgiram sobre o Ministério dos Transportes sejam esquecidas.

Jornal de Domingo - Que tamanho seu partido pode ficar ano que vem?

Reinaldo Azambuja - Sempre trabalhamos muito para o crescimento do partido e se estamos falando em aumento de número de prefeitos, queremos lançar candidatura própria em mais de quarenta municípios, ampliar o número de vereadores e trazer novos quadros por meio de eventos de filiação que acontecerão em todo estado antes das eleições.

Jornal de Domingo - Espremido pela polarização PT e PMDB no estado, o PSDB não é um partido sem futuro?

Reinaldo Azambuja - Acabamos de falar em crescimento. Nosso partido é um dos maiores hoje, um dos que mais cresce... Aqui em Mato Grosso do Sul os números foram motivo de grande destaque em todo país. Passamos de 1 para cinco deputado estaduais, ganhamos uma vaga de federal, ampliamos o número de prefeitos e vereadores. Nosso partido é o partido do futuro.

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