Campo Grande foi escolhida para receber a primeira Escola de Paraciclismo do Centro-Oeste e de Mato Grosso do Sul, iniciativa que marca um novo momento para o desenvolvimento do paradesporto na região. O projeto, idealizado pela Confederação Brasileira de Ciclismo em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul, pretende ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao ciclismo por meio de treinamentos especializados, equipamentos adaptados e suporte profissional.
A iniciativa visa atender crianças, jovens e adultos com deficiência, oferecendo a oportunidade de praticar o ciclismo com estrutura, segurança e acompanhamento técnico. Entre os objetivos estão a promoção da inclusão social, o desenvolvimento esportivo e a descoberta de novos talentos para representar Mato Grosso do Sul e o Brasil no futuro.
A reitora da UFMS, Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo, explicou que a universidade já desenvolvia ações voltadas ao paradesporto antes da criação oficial da escola. Professores da área de Educação Física, projetos de pesquisa e atividades de extensão contribuíram para consolidar a instituição como referência no setor.
A estrutura da escola contará com bicicletas adaptadas, como handbikes e speedbikes, fornecidas pela confederação. Parte dos equipamentos já foi entregue, e o restante deve chegar até junho. Ao todo, serão 15 bicicletas, distribuídas entre as categorias conforme o tipo de deficiência dos atletas. Além disso, haverá handbikes, triciclos e bicicletas speed.
Além da formação esportiva, o projeto também pretende fortalecer o paradesporto no Estado e ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência. Para a reitora, a iniciativa representa não apenas um avanço no esporte, mas também um incentivo à inclusão e à transformação social por meio da prática esportiva.
"O Paradesporto vem também para inspirar todas as pessoas. Muitas vezes, a pessoa com deficiência enfrenta grandes desafios, e o esporte passa a mostrar novas possibilidades, inclusão e a realização de sonhos", destacou a reitora.
Os treinamentos devem ocorrer na Esplanada do Morenão, espaço já utilizado pela universidade para atividades esportivas e ações ligadas ao paradesporto. Segundo a reitora, o campus da UFMS funciona como um laboratório de práticas esportivas, reunindo acompanhamento de profissionais da Educação Física, além de suporte nas áreas de fisioterapia e nutrição.
A proposta da escola é atuar como espaço de formação de futuros atletas de rendimento, permitindo que pessoas com deficiência conheçam a modalidade e desenvolvam potencial competitivo. A iniciativa também busca identificar talentos capazes de representar Mato Grosso do Sul e o Brasil em competições nacionais e internacionais de paraciclismo.
"A gente tendo esse espaço sendo apropriado pela sociedade, não só pelos nossos estudantes, mas também pelas pessoas que precisam, que desejam alcançar seus sonhos", finalizou a reitora. A iniciativa reforça o crescimento do paradesporto em Mato Grosso do Sul e amplia o protagonismo da capital sul-mato-grossense no cenário esportivo nacional.
Campo Grande passa a ser a oitava cidade a receber a Escola de Paraciclismo no país. Antes da capital sul-mato-grossense, já foram contempladas Indaiatuba, São José dos Campos, Rio de Janeiro, João Pessoa, Maringá, Brasília e Petrolina.
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Um dos modelos a serem utilizados futuramente em Campo Grande (Kaíque Xavier/Ascom Sudesb)



