Dong Hyun Im tem apenas 10% da visão no olho esquerdo; no direito, 20%. É legalmente considerado cego de uma das vistas. Ao olhar o alvo, enxerga apenas as cores. E isso foi suficiente para que ele se tornasse um dos maiores nomes do tiro com arco. Nesta sexta-feira, dia do ranqueamento dos Jogos Olímpicos de Londres, o coreano superou seu próprio recorde mundial: 699 pontos - em 720 possíveis. O brasileiro Daniel Xavier fez a 51ª colocação, depois de um problema com a alça de mira.
- Estava esperando um lugar mais acima, mas tive um problema antes de começar a prova. A alça de mira estava se movendo um pouco. Só consegui consertar na última série de ensaio. Demorei a entrar na prova, e meu timing também estava diferente, pois estava nervoso - conta o brasileiro.
Daniel somou 653 pontos após disparar as 72 flechas, em 12 séries de seis cada. Vai enfrentar o polonês Rafal Dobrowolski na primeira prova classificatória, que será nesta segunda-feira. O polonês fez 672 pontos: 14° lugar. Quem vencer, se classifica para a segunda fase, com 32 atletas.
Daniel estava no alvo 15. No oitavo, Dong Hyun Im tentava quebrar o próprio recorde mundial. Um dos compatriotas dele, Bubmin Kim, também superou a antiga marca, com 698 pontos. Em maio, Dong fez 696 em uma competição na Turquia. O recorde olímpico - 684 - vigorava desde 1996, com o italiano Michele Frangilli.
Sean Tej Chi, um dos cinco técnicos da equipe coreana, pouco se mobilizou com a façanha. No ranqueamento por equipes, a Coreia do Sul também bateu o recorde mundial, com 2087 pontos em 216 flechas. A França terminou em segundo, com 2021, e a China em terceiro, com 2019.
- Fiquei feliz pelo recorde, mas já era esperado.
Dong e seus colegas de equipe não concedem entrevistas. A tática coreana é blindar os atletas. E minimizar o problema visual do arqueiro.
- Ele só não consegue enxergar bem de perto - conta o técnico.
As provas de classificação do tiro com arco serão na segunda-feira, a partir de 5h (horário de Brasília). Daniel Xavier tenta superar a colocação de Luiz Gustavo Trainini, que não passou da primeira fase nos Jogos de Pequim. A melhor posição de um brasileiro na modalidade em Jogos Olímpicos foi em Moscou, em 1980, quando Renato Emílio, ficou na 27ª colocação. O Brasil não está classificado para a disputa individual feminina ou por equipes em Londres.
Via G1
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