Em crescimento acelerado, a MLS, liga de futebol dos Estados Unidos e Canadá, já prepara seu próximo passo para entrar no rol dos melhores campeonatos do mundo. Segundo o site Uol Esporte, o torneio já tem média de público muito superior à do Brasil e foca no objetivo de ultrapassar até mesmo as grandes ligas da Europa em dez anos. Para “amadurecer”, agora os times da América do Norte querem fazer como os mexicanos e disputar a Copa Libertadores.
A MLS já planeja esse passo desde outubro de 2010, principalmente devido à chegada do mexicano Chivas, convidada pela Conmebol, à final da Libertadores – acabou como vice do Internacional. Neste ano, a boa campanha do Tijuana (e principalmente os bons públicos que a equipe leva ao estádio Caliente) deixaram as equipes dos EUA e Canadá ainda mais animadas.
Nem mesmo o fato de a Libertadores não dar aos convidados vaga no Mundial de Clubes da Fifa desanima. O objetivo da MLS é outro: elevar o nível técnico e tornar os clubes norte-americanos famosos na América Latina, tornando a liga, fundada em 1996, ainda mais forte.
“A MLS sempre esteve interessada em participar em torneios internacionais de respeito, como a Copa Libertadores. Jogar contra os melhores times da América seria essencial para que a liga pudesse se desenvolver ainda mais”, disse Nelson Rodriguez, vice-presidente de competições da MLS.
“Nós já disputamos a Copa Sul-Americana há alguns anos, e temos uma excelente relação com a Conmebol. Ainda não recebemos convites para disputar a Libertadores, mas estamos ansiosos em explorar essa possibilidade”, completou o dirigente.
O primeiro time dos Estados Unidos a figurar como convidado em uma competição da Conmebol foi o DC United. Em 2005, a equipe de Washington, capital estadunidense, teve uma rápida participação na Copa Sul-Americana, sendo eliminada nas oitavas de final (mesma fase em que entrou). Não foi sem luta, porém: após empatar com a Universidad Catolica-CHI por 1 a 1 no jogo de ida, no Kennedy Memorial Stadium, o United chegou a abrir 2 a 0 em Santiago, nove dias depois. Uma espetacular virada chilena, com direito a gol do argentino Darío Conca (ex-Fluminense), eliminou os norte-americanos. O campeão naquele ano seria o Boca Juniors, que, na decisão, enfrentou outro time convidado pela Conmebol: o Pumas, do México.
Dirigentes da Conmebol e da MLS já iniciaram, ainda no ano passado, contatos para aparar arestas e encaixar as equipes dos EUA e Canadá na mais importante competição sul-americana de clubes. Novos encontros devem acontecer durante a Copa das Confederações, no Brasil, para definir a situação. As novas equipes poderiam ingressar já na edição de 2015 do torneio.
O principal problema são as grandes distâncias que os times sul-americanos teriam que enfrentar para ir à América do Norte, e vice-versa. Uma hipotética ida de Porto Alegre a Seattle, casa do Seattle Sounders (um dos times mais fortes da MLS), por exemplo, daria cerca de 11 mil quilômetros. A viagem levaria 14 horas, sem contar as escalas.
Como benefício, ao menos para a Conmebol, aparece a injeção de dinheiro que as redes de TV dos EUA poderiam colocar nos cofres da entidade. A grana de gigantes de comunicação do México, como a poderosa Televisa, foi um dos fatores que motivou a inserção dos mexicanos na Libertadores. A crítica é que, como a Libertadores não dá chance de disputar o Mundial da Fifa, os convidados não disputariam o torneio com afinco, escalando times reservas.
Os clubes norte-americanos, no entanto, parecem bastante interessados em disputar o torneio sul-americano. Eles veem possíveis convites como excelente oportunidade.
“Acho que seria ótimo (disputar a Copa Libertadores). Acredito que nossos torcedores iriam adorar, e também acho que as equipes da MLS levariam essa oportunidade muito à sério. Tomara que aconteça no futuro”, sonha Chris Canneti, presidente do Houston Dynamo (atual vice-líder da MLS).
“Em pouco tempo, a MLS cresceu muito, e a liga hoje tem a ambição de ser uma das melhores do mundo. Mas, para alcançarmos isso, temos que mostrar que podemos competir com os grandes times de fora do país no campo”, destaca Jaime Cárdenas, executivo do Los Angeles Galaxy, atual bicampeão da MLS.
Via Uol
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