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David Luiz assume papel de protagonista na seleção

08 julho 2014 - 12h07Via Folha
Treze meses atrás, David Luiz Moreira Marinho era mais um. Mais um bom zagueiro do futebol brasileiro que fez carreira na Europa após deixar o país, em 2007, aos 20 anos.

Antes mais um em um time que tinha estrelas como Neymar, Júlio César e Thiago Silva, ele vem se tornando único. Venceu a Copa das Confederações em 2013 e agora foi determinante para que o Brasil ganhasse uma vaga entre as quatro melhores seleções desta Copa.

Não bastasse o talento, ele tem demonstrado um carisma só comparável ao de Neymar na equipe.

O cabelo volumoso, as caretas que gosta de fazer para as câmeras e a gentileza com os torcedores o tornaram um dos mais assediados.

No jogo contra a Colômbia, foi o mais festejado pelos torcedores no Castelão.

Entre os jogadores do time nacional, David Luiz é conhecido como "prefeito". Ganhou esse apelido pelo tempo que gasta dando autógrafos e tirando fotos com torcedores antes e depois dos treinos na Granja Comary, onde fica o QG da seleção.

Nas zonas mistas, setores do estádio onde os atletas passam para dar entrevistas após os jogos, ele sempre é o último a ir embora.

"Só falta eu no ônibus? Então pode ir que eu me viro para ir embora depois. Estou falando com eles [jornalistas]", disse o jogador depois da partida contra o Chile a um funcionário da CBF que o apressava para ir embora.

Não teria, contudo, obtido tamanha popularidade e prestígio só com o jeitão bem-humorado. Foram as atuações nesta Copa que deram a ele o status de protagonista.

Machucado, Neymar está fora do Mundial e o capitão Thiago Silva, suspenso, não joga a semifinal contra a Alemanha, no Mineirão.

Nesta terça (08), David Luiz receberá a tarja de capitão e toda a atenção depois de dois gols no Mundial, contra o Chile e a Colômbia – ele nunca havia marcado com a camisa da seleção.

É o ápice da sua carreira. De um garoto que não levava jeito para jogar bola em Diadema, na Grande São Paulo, David Luiz se tornou o zagueiro mais caro do mundo, comprado pelo Paris Saint-Germain do clube inglês Chelsea por R$ 149,6 milhões.

Matemática
Futebol? Não. A área em que o pequeno David Luiz realmente se destacava era a matemática.

"Vai ver ele sabia que seria famoso e rico. Assim, fez questão de aprender a fazer contas para administrar seu patrimônio", brinca Cilmara Flórido, 50, diretora das duas escolas da rede Sesi em que o jogador estudou quando criança, em Diadema.

Até os 13 anos, ele não dava pinta de que seria atleta.

Se as habilidades que fariam dele um grande zagueiro ainda não haviam despontado, a simpatia do camisa 4 já impressionava.

Filho de dona Regina Célia Marinho, uma professora da rede municipal de ensino, e do instrutor do Senai Ladislau Marinho, David se sobressaía pela educação.

Ele frequentou a escola em Diadema até os 13 anos, na antiga sétima série do ensino fundamental.

Nessa época, como conta Cilmara, precisou deixar essa escola porque os horários conflitavam com os treinos dele na escolinha de futebol.

Os primeiros passos de David em um clube tradicional foram nas categorias de base do São Paulo. Mas o garoto, aos 14 anos, foi dispensado por ser muito baixo – ainda não havia atingido 1,89 cm que ostenta hoje.

Foi no Vitória-BA que se firmou. Mas também esteve perto de deixar o clube.

"Ele estava para ser dispensado como volante. Aí, falei com ele de novo e voltei a sugerir, como fizera desde que ele chegou ao clube: 'Vá jogar de zagueiro!'", conta Iubérico Dias Peixoto, o Tiú, observador técnico das categorias de base do Vitória. "Pedi uma chance para ele na nova posição e me ouviram."

João Paulo Sampaio, que foi coordenador técnico das categorias de base do Vitória e hoje cumpre a função na equipe principal, apostou na ideia. "Estava com a liberação dele na mão, mas decidi observá-lo como zagueiro", lembra João Paulo.

Como defensor, David ganhou espaço e foi incorporado ao time profissional em 2006. Estreou contra o Santa Cruz-PE, em jogo da Copa do Brasil daquele ano.

Eram tempos difíceis para o Vitória, que estava na Série C do Campeonato Brasileiro.

Mesmo na terceira divisão, uma temporada como titular bastou para David Luiz se destacar e ser transferido para o Benfica, de Portugal, aonde chegou em 2007. E aí começou uma bem-sucedida história na Europa.

Mas é aqui, no Brasil, que o menino de Diadema pode atingir o seu maior feito. Tudo depende de hoje.
Unica - inverno

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