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Em meio à crise, Adalberto Baptista deixa direção do São Paulo

26 julho 2013 - 10h02Via Terra
O São Paulo anunciou, no final da tarde desta quinta-feira (25), a saída de Adalberto Baptista da diretoria do clube. Baptista era diretor de futebol profissional e de base e pediu o desligamento ao entregar uma carta ao presidente Juvenal Juvêncio anunciando a decisão em caráter "pessoal e irrevogável". A decisão se dá em meio à crise no clube, que soma 11 jogos sem vencer, com oito derrotas consecutivas.

"Reconheço as dificuldades do momento atual, mas reafirmo minha mais absoluta confiança no sentido de que o elenco atual do São Paulo e sua Comissão Técnica reúnem todas as condições para superarem os obstáculos e ainda proporcionarem grandes alegrias à nossa coletividade. Reafirmo aqui meu compromisso de estar sempre ao lado do Presidente Juvenal Juvêncio e do São Paulo Futebol Clube em tudo aquilo que puder colaborar, agora como torcedor", diz trecho da carta enviada.

De forma interina, o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes vai assumir a função no futebol profissional, enquanto que na base a função ficará com Marcos Tadeu, antecessor de Adalberto no cargo. Na tarde desta quinta, Baptista compareceu ao CT da Barra Funda para entregar a carta e ainda chegou a conversar com Juvenal Juvêncio e dar risada ao lado do presidente, enquanto reservas treinavam contra o time Super-20 em um dos gramados.

Adalberto Baptista era diretor de futebol do São Paulo desde maio de 2011. Em seu período à frente do cargo, o time conquistou um título - a Copa Sul-Americana de 2012. Antes, comandava o marketing do clube paulistano, função na qual foi muito elogiado em seu tempo. Adalberto era apontado como potencial sucessor de Juvenal Juvêncio na presidência em 2014. Foi o responsável pelas negociações com o banco BMG por patrocínio e pela volta do atacante Luís Fabiano, um dos fatores citados em sua mensagem de despedida do cargo.

A decisão de Adalberto Baptista abre espaço para uma mudança na administração do futebol são-paulino. O clube é obrigado a ter um dirigente voluntário (portanto não-remunerado) para ocupar a direção de futebol, mas não exclui a possibilidade da contratação de um profissional para gerenciar a equipe. A atual diretoria não se manifestou nesse sentindo, limitando-se a, em nota oficial, a agradecer a Adalberto pelos serviços prestados.

Polêmicas e desafetos
A saída de Adalberto Baptista do cargo se dá em momento de alta contestação por parte de torcedores e conselheiros. Braço direito de Juvenal Juvêncio, o ex-diretor foi alvo de seguidas polêmicas nos últimos meses, a maior delas ainda em abril: em momento delicado da temporada, demitiu o mentor do Reffis, Luis Rosan, e viajou para Portugal para disputar a Porsche Cup enquanto o clube foi à Bolívia ser derrotado por 2 a 1 pelo Strongest.

Na ocasião, foi muito criticado pela ausência em momento tão importante do ano – após o jogo, o São Paulo jogou sob pressão precisando vencer o Atlético-MG na última rodada da fase de grupos para ir às oitavas de final, feito alcançado. A eliminação na competição continental e a inoperância no mercado durante a pausa para a Copa das Confederações pioraram as coisas para Adalberto Baptista.

As polêmicas mais recentes surgiram com o goleiro, capitão e maior ídolo recente do São Paulo, Rogério Ceni. Com a crise ainda em princípio, Adalberto deu uma entrevista após a primeira derrota para o Corinthians na final da Recopa na qual criticou o camisa 1, que estaria “em vias de se aposentar” e apontou uma lesão no pé direito como causa de “algumas deficiências” como a reposição de bola e saída de gol.

O próprio Rogério Ceni havia aberto o canal de críticas ao afirmar que o clube havia “parado no tempo”. Adalberto precisou se reunir ao elenco para pôr panos quentes na polêmica e, a partir daí, foi cada vez mais contestado. Nessa mesma entrevista, negou o risco de rebaixamento e colocou o time como um dos favoritos ao título brasileiro. Nesta quinta, pediu demissão após a derrota para o Inter que colocou a equipe à beira da zona da degola.

Emerson Leão, demitido do São Paulo pela última vez em junho de 2012, tem Adalberto Baptista como desafeto declarado. Em recente entrevista à Radio Jovem Pan, chamou o ex-diretor de mentiroso e afirmou que “não entende nada de futebol”.

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