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Lance admite que não seria hepta sem doping; veja declarações

18 janeiro 2013 - 10h46Reprodução/Terra

Foi ao ar, na madrugada desta sexta-feira (18), a primeira parte da entrevista em que o ex-ciclista Lance Armstrong admitiu o uso de doping durante a carreira. Diante da apresentadora Oprah Winfrey, ele detalhou como aconteceu o uso de substâncias ilegais durante os sete anos em que venceu a Volta da França, entre 1999 e 2005. A conversa foi bastante reveladora e, como prometido por ambos, não houve barreiras. O americano só se negou a falar sobre um assunto, admitiu os próprios erros, assumiu responsabilidades e pediu desculpas.

Na segunda parte da entrevista, a ser exibida na madrugada deste sábado, Lance ainda falará sobre seus patrocinadores, a fundação Livestrong, sua família e até a possibilidade de voltar aos esportes.

Por enquanto, veja os principais pontos abordados por Lance Armstrong na primeira parte da entrevista:

O que usou?
Logo no começo da entrevista, Oprah pediu para Lance responder apenas "sim" ou "não" para as perguntas mais básicas. Foi quando ele admitiu o uso de transfusões de sangue, EPO (Eritropoietina) e testosterona durante os sete anos em que venceu a Volta da França, entre 1999 e 2005. Ele explicou ainda que começou a se dopar apenas com cortisona, mas depois "começou a era do EPO" no ciclismo, em meados da década de 90. "Tinha acesso a coisas que melhoravam meu desempenho. Meu coquetel era bem simples. Eu usava EPO, transfusões de sangue e testosterona", contou o ex-atleta.

Como escondeu?
Lance explicou que nunca teve medo de ser descoberto por testes antidopings durante os sete anos que se tornou uma lenda no ciclismo: "hoje o teste evoluiu, porque antes era apenas nas competições. Eles não apareciam na sua casa, nos seus treinos. Não era como agora. Agora o foco é fora da competição. Antes, teoricamente aconteciam testes fora de competição, mas não aconteciam. Então eu não seria pego porque estava limpo nas competições. Era uma questão de programação", contou ele, que destacou ainda a invenção do passaporte biológico e negou que tenha se dopado quando voltou a competir no ciclismo, em 2009 e 2010.

Vídeos, arrogância e vergonha
Durante a entrevista, foram mostrados para Lance diversos vídeos em que ele negava o uso de doping. Em um deles o ex-ciclista enxergou a arrogância que ele mostrava naqueles tempos: "aquela atitude, aquela arrogância, não dá para negar. Eu olho o vídeo e penso 'que cretino arrogante!". E isso não é bom".

Depois, ao ver a imagem em que ele comemora o sétimo título da Volta da França com declarações, polêmicas, Lance ameaçou ficar emocionado e admitiu a vergonha: "cometi muitos erros e esse foi um deles. Foi a primeira vez que deram o microfone ao vencedor e eu não tive muito tempo para pensar no que dizer. Então pensei 'vou esfregar na cara deles'. Mas vendo hoje soa ridículo, sei disso. Sem dúvida estou envergonhado", confessou.

Por que negou por tanto tempo?
Questionado porque não admitiu antes o uso de doping, Lance não conseguiu responder: "essa é a melhor pergunta. Não sei se tenho resposta. É tarde demais para mim e para a maioria das pessoas. Eu construí uma grande mentira", confessou, lamentando na sequência: "a história foi perfeita por muito tempo. Você supera uma doença, vence a Volta da França sete vezes, tem um casamento perfeito...é perfeito e mítico", afirmou, relembrando que superou o câncer nos testículos.

Mais tarde, Lance acrescentou ainda que se arrependeu de não ter confessado o doping quando a Agência Antidoping americana (USADA) divulgou o relatório  de acusação. "Daria qualquer coisa para voltar àquela época. Eu não lutaria, não processaria a USADA. Eu só faria algumas coisas antes de admitir", declarou ele, arrependido por não ter ligado para família, patrocinadores e membros da fundação já naquela época. Foi exatamente isso que fez o ex-ciclista no dia em que concedeu a entrevista para Oprah Winfrey.

"Tinha certeza da vitória"
Chamou atenção o momento em que Lance tratou com indiferença os momentos em que venceu as Voltas da França. Ele afirmou que tinha certeza da vitória em todas as sete oportunidades: "ao vencer as sete Voltas, eu sabia que ia vencer. Aquilo era, na minha visão, apenas parte do trabalho. Essa era minha visão e tomei minhas decisões", contou ele, que não ficava alegre nos triunfos: "havia mais alegria no processo, na construção, na preparação. A vitória foi quase protocolar", desprezou.

Um arrependimento
Lance disse que se arrepende por ter voltado ao ciclismo em 2009, quando ficou em terceiro lugar na Volta da França. Ele acredita que isso foi o principal motivo de toda história sobre o doping ter vazado: "me arrependo do retorno. Se eu não tivesse voltado, não estaríamos aqui agora. É impossível dizer que eu não seria descoberto (se não tivesse voltado), mas eu teria mais chances de me safar. Mas não rolou", lamentou ele.

O assunto proibido
Lance Armstrong se recusou a comentar apenas um tema durante a primeira parte da entrevista. Ele não quis dizer se é verdade que ameaçou Betsy Andreu, mulher do seu ex-companheiro Frankie Andreu. Ela foi uma das primeiras pessoas a denunciar o doping do ex-campeão, mas teria sido perseguida por isso. "Nós conversamos por 40 minutos e concordamos em não falar mais sobre isso. Não vou responder. Vou passar essa". As acusações de Betsy vão além do que Lance já admitiu, pois ela diz que ele começou a se dopar em 1996 e ainda envolveu patrocinadores, como a Nike, em um sistema que escondia resultados positivos de doping.

Comparação com doping da Alemanha Oriental
Quando a USADA divulgou o relatório sobre as ações ilegais de Lance, foi afirmado que aquele seria o "sistema mais inteligente" de doping da história dos esportes. Mas o ex-ciclista discordou dessa afirmação: "não era. Era profissional e inteligente, se quiser chamar assim, mas era conservador. Mas não dá para dizer que era maior que o sistema da Alemanha Oriental nas décadas de 70 e 80".

O doping não era obrigação
Oprah questionou ainda se Lance teria obrigado seus companheiros de equipe a se dopar. O ex-ciclista negou isso e apenas assumiu a responsabilidade por ter influenciado os ex-colegas. Ele disse que essa imposição pode ter acontecido de forma implícita, mas não de maneira verbal. "Eu era o responsável pelo time, era o principal ciclista do time, mas eu não demitiria se alguém se negasse a se dopar. Nunca houve ordem direta do tipo 'vocês precisam fazer isso ou aquilo'. Isso nunca aconteceu", rechaçou.

"Vejo raiva nas pessoas"
Mais de uma vez, durante a entrevista, Lance alegou que, na época da competição, não tinha noção do quão era grave o que ele fazia: "não sentia que era errado. É assutador. Não me sentia mal por isso. É ainda mais assutador. Não sentia estava traindo as pessoas. É o mais assustador", afirmou ele, que agora diz ter uma percepção melhor sobre isso: "o mais importante é que estou começando a entender isso. Não por causa dos clipes, mas eu vejo raiva nas pessoas. E todos têm o direito de sentir isso", completou.

"Amo o ciclismo"
Apesar de admitir que não tem credibilidade para pedir uma limpeza no ciclismo, Armstrong disse que aceitaria lutar contra o doping no esporte. "Amo o ciclismo, amo mesmo. Digo isso sabendo que vão me ver como alguém que desrespeitou o esporte. Não tenho direito de falar 'vamos limpar o ciclismo'. Não posso pedir isso, não tenho credibilidade. Mas se houver uma comissão de verdade e eu for convidado, serei o primeiro a fazer parte disso", concluiu.

Via Terra

Senar - agosto2020

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