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Esportes

Mineirão tem tumulto em arquibancada e sofre com protesto em amistoso

25 abril 2013 - 10h46Celso Paiva/Terra

Se nem tudo foram flores dentro de campo para a Seleção Brasileira, no empate por 2 a 2 com o Chile, nesta quarta-feira (24), o mesmo aconteceu para os organizadores do amistoso e para os integrantes do Comitê Organizador Local da Copa 2014 (COL) fora das quatro linhas. No segundo evento-teste visando a Copa das Confederações, o torcedor que foi ao Mineirão sofreu para chegar ao estádio e viu tumulto com uma confusão nos lugares demarcados para assistir à partida.

O problema inicial foi o trânsito causado por uma manifestação de professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na Avenida Antônio Carlos, um dos principais acessos do torcedor que vinha de carro ao estádio. O caos causou até transtorno para o ônibus da Seleção Brasileira, que teve de utilizar a contra-mão em algumas ruas paralelas para poder chegar ao local.

Outros torcedores reclamaram que a distância do ponto de verificação (onde só entravam carros que fossem credenciados para a partida, a partir de 17h30) era muito longe do Mineirão, fazendo os torcedores andarem mais de 20 minutos. Somou-se a isso a entrada dos mineiros ao estádio.

Assim como aconteceu no duelo entre Atlético-MG e Villa Nova no final de semana, muitas pessoas ainda permaneciam do lado de fora quando o hino nacional brasileiro era executado. Com 10 minutos de jogo, era possível ouvir parte da torcida gritar: “senta, senta, senta”, para o torcedor que estava de pé por chegar atrasado e não saber direito onde estava seu lugar demarcado.

Os assentos demarcados foram o terceiro grande problema da noite. Algumas das entradas entre as vendidas pela CBF vieram com erro de impressão. Em vez do número do assento, aparecia uma reticência no lugar. Quem estava com este tipo de ingresso nas mãos sentou em qualquer lugar por não ter seu assento demarcado. Quando chegou o proprietário daquela cadeira, começou o problema.

A Polícia Militar, que segundo o COL não teria uma ação efetiva dentro do estádio, teve que intervir cerca de cinco vezes para retirar os torcedores daquela cadeira e realocá-los em algum lugar vazio da arquibancada no Mineirão. Em boa parte do 1º tempo, muitos torcedores não prestaram atenção no jogo ou por estarem procurando onde sentar ou para gritar: “fora, fora” para quem estava no lugar errado. Em vez de todo mundo sentado, em sua cadeira, o que se via era uma legião de pessoas em pé no topo do anel superior do estádio.

A imprensa também sofreu um pouco com as estações de trabalho, reservadas na tribuna de imprensa. Cada mesa possuía espaço para dois repórteres sentarem no local, porém tinha apenas um cabo de rede para os dois profissionais. Sem o funcionamento do wi fi do estádio e sem o funcionamento das placas 3Gs, muitos sofreram para conseguir acessar a internet durante a partida desta quarta-feira. Fora isso, a sala de imprensa improvisada dentro da sala de entrevistas não tinha espaço suficiente em mesas para a quantidade de fotógrafos e repórteres de rádio, internet, jornais e TVs.

COL aprova teste
Responsável em algumas das áreas que tiveram os problemas citados acima, o COL comemorou o evento-teste desta quarta-feira no Mineirão. De acordo com Ricardo Trade, CEO da entidade, problemas como a manifestação que causou transtorno no trânsito é o "melhor dos mundos" para se saber as dificuldades que o Comitê pode encontrar durante a Copa das Confederações.

"Esses problemas são a melhor coisa que poderia acontecer para nossa equipe. Situações extremas como essas são importantes para vermos como proceder no futuro para solucionar esta questão e permitir que o público acesse com mais rapidez ao estádio". Sobre a demora na entrada dos torcedores, Trade afirmou que é um problema tanto da organização do evento quanto da cultura do torcedor brasileiro.

"Falta algum tipo de entretenimento para que o torcedor entre no estádio mais cedo, procure seu lugarzinho e sente. É uma cultura do povo brasileiro que temos que mudar também. Eu vim muitas vezes no Mineirão e acabei assistindo a partida de pé. Com o tempo, o torcedor vai entender a importância de trazer sua família e poder sentar no lugar que ele comprou", completou.

A assessoria de imprensa do COL comentou ainda os ingressos com as impressões falhas, que causaram o maior tumulto nas arquibancadas. Segundo a entidade, a comercialização das entradas estava a cargo da CBF e uma situação dessas não se repetiria durante a Copa das Confederações.

O Comitê ressaltou que, caso houvesse falha no bilhete durante o torneio em junho, terão à disposição dos torcedores os Stadium Tickets Offices, que sanarão a situação de quem tentar entrar no estádio sem o assento demarcado, imprimindo outro ingresso. O COL ressaltou que remanejar as pessoas para outras áreas  que estavam desocupadas nas arquibancadas foi a solução mais prática para acabar com esta situação.

Conforme havia afirmado em evento realizado para a imprensa um dia antes, a questão da internet acabou sendo de responsabilidade da Minas Arena, administradora do Mineirão. Portanto, nesta questão o COL também não tinha como agir.

Via Terra

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