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Muricy planeja São Paulo compacto contra problema 'impossível' de resolver

27 setembro 2013 - 11h18Via Terra
Muricy Ramalho conseguiu alguns feitos desde que assumiu o comando do São Paulo, há cerca de 20 dias: tirou a equipe da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, melhorou o ambiente no clube e aumentou a confiança dos atletas. Para consolidar a reação, terá de driblar um problema que não possui solução imediata: a falta de condição física. A saída, segundo o treinador, é deixar o time mais compacto.

O problema ficou evidente no empate por 1 a 1 com a Universidad de Chile, na noite de quinta-feira (26), pela partida de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time começou bem e sufocou o rival, mas perdeu força ainda antes do intervalo, levou o empate e não conseguiu se impor na etapa final. “Estamos sentindo muito isso. No domingo, contra o Goiás, também foi nítido”, apontou Muricy, em referência à derrota por 1 a 0, em jogo do Brasileiro.

A saída é balancear o uso dos jogadores, poupando os mais cansados para evitar lesão. Em campo, Muricy tenta construir uma equipe compacta. “A parte física não dá para melhorar. Temos que melhorar o posicionamento, aí você corre menos, o time fica bem junto e desgasta menos”, explicou o treinador, que poupou de críticas seus antecessores Ney Franco e Paulo Autuori. Os dois sofreram com problemas físicos no time, e essa questão não poderá ser resolvida ainda em 2013.

Paulo Autuori citou o assunto ao assumir o São Paulo, após a chegada de Ney Franco. Na chegada, trocou o preparador físico José Mario Campeiz por Gilvan Santos. Campeiz voltou ao clube apenas dois meses depois para compor a comissão técnica de Muricy. “Não adianta, o professor que está aí não tem como fazer milagre. Isso (problema) vem de tempos atrás e não dá para fazer milagres”, afirmou.

A condição são-paulina foi sem dúvida piorada pelos torneios internacionais que disputou na Alemanha, Portugal e Japão. O período em viagem atrasou jogos do Brasileiro, e, na volta, o time teve de encarar maratona de confrontos. A situação é preocupante. “A gente tem que ter calma, analisar e conversar com os médicos, porque a parte física é fundamental nessa reta final do Brasileiro”, complementou Muricy Ramalho.
Girafa

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