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Esportes

Ney testa duas formações diferentes, mas São Paulo perde e entra em crise

15 março 2013 - 10h27Afp Photo/Juan Mabromata

Ney Franco sai da Argentina dentro de sua primeira crise à frente do São Paulo. O treinador tentou duas formações táticas diferentes no mesmo jogo, esqueceu seu discurso de coerência que o forçava a escalar o 4-3-2-1 e saiu de Avellaneda com a derrota por 2 a 1 contra o Arsenal. O resultado faz o time do Morumbi ficar em situação desconfortável na Libertadores e praticamente obriga os tricolores a vencerem na altitude de La Paz.

Isso porque, com quatro pontos, o São Paulo desafia o The Strongest, que tem três, na próxima rodada. O jogo marcado para o dia 4 de abril, na Bolívia, ganha ares de decisão. O Atlético-MG, líder do grupo e já classificado com 12 pontos, recebe o Arsenal de Sarandí, que tem quatro, para aumentar sua vantagem em relação aos concorrentes e seguir firme para ser o primeiro melhor colocado da fase de grupos.

A crise se configura não só com a pressão de conselheiros do São Paulo, que deve aumentar ainda mais por uma mudança no comando do time. Mas também pelo comportamento de jogadores no momento difícil. Paulo Henrique Ganso já não esconde mais a sua irritação por não conseguir um lugar no time. Lúcio, substituído nesta quinta-feira, não ficou no banco de reservas após deixar o campo e saiu do vestiário antes mesmo de reencontrar seus companheiros. O presidente Juvenal Juvêncio e o diretor Adalberto Baptista, dupla que manda no futebol são-paulino, no entanto, prometem segurar Ney.

O jogo já começou com a novidade de Ney Franco. O treinador resolveu mudar o esquema de jogo, adotou o 3-5-2, com Edson Silva, Lúcio e Rafael Tolói. O time pareceu demorar para se adaptar às mudanças e mostrou algumas falhas defensivas. Em seguida, Douglas, Tolói e Edson Silva tiveram falhas e deram chances para o Arsenal de Sarandí abrir o placar. Em uma delas, Rogério Ceni conseguiu defender de nariz.

Depois de algum tempo, o São Paulo conseguiu responder em jogada pela direita. Osvaldo cruzou e achou Aloísio sozinho, na cara de Campestrini. O atacante chutou, em cima da linha e viu o goleiro fazer uma defesa excepcional. Com sua formação tradicional, no entanto, o time argentino conseguia ir melhor em campo.

Na segunda etapa, o Arsenal voltou novamente melhor. Em um chute despretensioso, Rogério Ceni acabou dando o rebote nos pés do adversário, que logo cruzou na área. A sorte foi que Edson Silva, em cima da linha, evitou o cabeceio argentino. Ney reagiu prontamente e voltou a colocar o time no 4-4-2. A defesa ficou com Rafael Tolói e Edson Silva, o meio com Denílson, Maicon, Ganso e Jadson, as laterais com Rodrigo Caio e Cortez, e o ataque com a mesma dupla formada por Aloísio e Osvaldo.

Insatisfeito com a substituição, Lúcio nem ficou no banco de reservas. Douglas, o outro substituído, seguiu no banco de reservas. A mudança surtiu efeito. O São Paulo exigiu duas vezes defesas sensacionais de Campestrini, em jogadas de Jadson, Osvaldo e Aloísio.

O Arsenal logo reagiu e foi mais eficaz. Em uma jogada com dois chutes no gol e uma excepcional defesa de Rogério Ceni, Ortiz aproveitou o rebote e abriu o placar para os donos da casa, para a alegria do pouco público que estava no Julio Humberto Grondona. Logo depois, em jogada de Osvaldo, Aloísio conseguiu vencer Campestrini depois de duas tentativas e empatou o placar, para o alívio dos brasileiros.

A partir daí, o São Paulo recuou e viu o Arsenal pressionar. Em cruzamento pela esquerda, o Arsenal quase voltou a ficar à frente, mas Ceni fez defesa sensacional após cabeçada de Furch. Os ataques aéreos, aliás, deram o tom das tentativas argentinas até o fim dos 90 minutos. Os contra-ataques foram a opção são-paulina. Aloísio, em outra jogada individual, acabou errando um gol após o adversário salvar em cima da linha. O ditado de "a bola pune", dito por Muricy Ramalho, entrou em ação. Braghieri aproveitou rebote de Tolói, chutou de primeira e acertou um belíssimo chute para decretar a vitória dos donos da casa aos 40 minutos do 2º tempo.

Ney Franco até tentou colocar o time à frente, tirando Denílson e colocando Wallyson, mas não adiantou.

Via Uol

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