“Sextou”, uma expressão difundida entre os jovens, que resume a alegria de se iniciar o final de semana encontrando amigos, seja em um bar para jogar conversa fora, ou um restaurante para comer algo diferente do dia a dia. É unanime que todos - o jornalista que aqui escreve se coloca nesta lista - trabalham a semana inteira esperando esses dias de lazer, relaxamento e diversão.
Apesar disso, essa sexta-feira (20), sábado (21) e domingo (22) serão um pouco diferente dos outros que já estamos acostumados depois que um vírus, conhecido como coronavírus, assolou o mundo e consequentemente a capital de Mato Grosso do Sul.
Aquela “cervejinha” terá que esperar, o encontro com a família para comer algo diferente também, pois muitos decidiram ficar em casa. O Jornalista Thalysson Pereira afirmou que sempre sai com os amigos, mas, apesar de difícil, vai esperar a situação passar para voltar com sua rotina.
“Eu saio com muita frequência. Acho que não poder sair com meus amigos vai ser uma das coisas mais difíceis pra mim nessa fase que estamos passando. Mas entendo que é necessário e que logo tudo voltará ao normal”, declarou Thalysson.
Ele não é o único que pretende passar o final de semana aproveitando momentos de intimidade com a Netflix e o celular, a Manicure Raquel Oliveira revelou que durante esse período prefere cortar qualquer “role” sem necessidade, “Cada um na sua casa, no máximo uma live online, o jeito é se virar com filmes e seriados mesmo. Só estou saindo pra atender clientes”, explicou.
A preocupação dos bares e restaurantes
Com toda essa preocupação e a decisão de passar o maior tempo possível em casa, quem acaba sofrendo de verdade são os restaurantes e bares.
Em entrevista ao JD1 Notícias o dono do Aruanã Buffet e Restaurante, Roberto Falcão, confirmou que existe um aumento de clientes nos finais de semana, mas a atual situação preocupa, visto que o movimento de pessoas no local reduziu drasticamente.
“O movimento do restaurante de sábado, 14 de março para cá, temos sofrido uma significante redução de movimento, uma redução que chega assustar nós comerciantes. A queda no movimento ultrapassa a 40%”, disse Roberto demonstrando preocupação em relação às finanças de seu negócio.
Ele revelou ter tomado todas as medidas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – foto abaixo – visando dar segurança a seus clientes, mas apesar disso o número de pessoas continuou diminuindo.

Os bares de Campo Grande, comumente lotados nas noites de sexta-feira e sábado, também sofrem com redução de clientes, “aqui o movimento caiu 90%, mas de forma gradativa”, afirmou Rodrigo Hata, sócio do Bar Velfarre.
Rodrigo afirma, que por lá, também foram tomadas todas as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde, e até mesmo o atendimento nas mesas foi suspenso, trabalhando apenas com aplicativos de entrega.
A população se ajudando
Durante esse período, é comum encontrar pessoas não sabendo o que fazer para passar o tempo, realidade que inspirou a Jornalista e Escritora, Helena Souza, que mora em Campo Grande, a disponibilizar seu livro “(Im)Perfeição” de forma gratuita no site amazon.com.br.
“Vi na internet alguns autores com essa iniciativa e achei incrível, até porque tem muita gente que tá reclamando que não tem nada pra fazer durante todo esse tempo em casa, disponibilizar meu livro de graça foi a forma que encontrei pra contribuir com esse momento que todos estamos passando”, explicou Helena.

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Agora a opção é beber dentro de casa, como na imagem (Joilson Francelino)


