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Acusação diz que prefeitura pagou passagem para matador de vereador

13 dezembro 2010 - 16h22
O pistoleiro que matou o presidente da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, no dia 26 de outubro deste ano, recebeu uma passagem de ônibus da Prefeitura da cidade para viajar de Alcinópolis a Coxim, no dia 1º de outubro, uma das vezes em que esteve na cidade para tentar consumar o crime. É o que afirma o advogado Ricard Trad, contratado pela família da vítima para atuar como assistente de acusação. A requisição de passagem em nome de Ireneu Maciel, 34 anos, pela Secretaria de Assistência Social à empresa Água Branca, foi descoberta por familiares da vítima e entregue ao advogado. O documento tem o timbre da Prefeitura de Alcinópolis. Trad vai apresentá-lo amanhã na primeira audiência sobre o caso, quando está previsto o interrogatório das testemunhas de acusação contra Ireneu e os outros dois homens presos pelo assassinato, Aparecido Souza Fernandes, de 34 anos,e Valdemir Vansan, de 37 anos. Aparecido pilotava a motocicleta em que a dupla tentou fugir do local da execução, em Campo Grande, e foi preso junto com Ireneu logo após o vereador ser morto. Vansan, cunhado do pistoleiro, foi preso horas depois, apontado como o responsável pela contratação do crime de pistolagem. O mandante ainda é um mistério e a investigação a respeito na Polícia Civil corre em sigilo. O processo por homicídio doloso que corre na 1ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande tem como réus apenas os executores do crime. Quando o mandante for identificado pela Polícia Civil, será entregue um inquérito complementar. No dia do crime, o pai de Carlos Antônio, o vice-prefeito Alcino Carneiro (PDT), apontou o prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes da Cunha (PR), como suspeito de ser o mandante da execução, em razão das divergências políticas com o filho. A descoberta da passagem requisitada em nome de Ireneu pela Prefeitura é, para o advogado, uma forte pista contra o prefeito. “É um indício seríssimo de envolvimento, se não do prefeito, de alguém da prefeitura”, afirma. Em seu depoimento à Polícia Civil, Ireneu Maciel afirmou que foi duas vezes a Alcinópolis para tentar matar o vereador,e a cabou desistindo. Uma das vezes foi justamente próximo das eleições do dia 3 de outubro, o que coincide com a data da passagem descoberta em nome do pistoleiro. Acusação- O advogado Ricardo Trad, um dos criminalistas mais respeitados de Mato Grosso do Sul, foi contratado pela família do vereador na semana passada e já figura como assistente da acusação no processo. Ele informou que não sabe se a Polícia Civil tem conhecimento da passagem descoberta. Segundo ele, nem o Ministério Público Estadual, responsável pela acusação, foi informado. “Pretendo fazer isso em juízo”. Após ser apontado como suspeito pelo pai da vítima, o prefeito de Alcinópolis chegou a ficar fora da cidade. Ele prestou depoimento voluntariamente à Polícia Civil, que o orientou a não comparecer ao velório de Carlos Antônio, em razão de supostas ameaças que estariam sendo feita. Antes de decretar sigilo nas investigações, a Polícia Civil evitou tratar o prefeito como suspeito. Ele sempre negou participação no crime, mesmo admitindo divergências políticas com o vereador assassinado. A família de Carlos Antônio afirma que ele tinha vindo a Campo Grande para apresentar denúncias contra o prefeito sobre mau uso de dinheiro público. Documentos apreendidos no carro dele estão em poder da Polícia e seriam relativos à denúncia. O teor não revelado. A audiência sobre o caso está marcada para amanhã, às 14h no Fórum de Campo Grande. Fonte: CG News
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