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Agentes dizem que greve tem adesão de 60%; prefeito fala em ir à Justiça

05 janeiro 2011 - 12h30
A adesão à greve dos agentes de saúde e epidemiológicos passa de 60%, segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, Amado Cheikh. Dos 900 servidores, 600 aderiram à paralisação, segundo ele. A paralisação gerou tensão com o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho que, depois de anunciar o corte de ponto, hoje afirmou que pode ir à Justiça contra a categoria. Os trabalhadores estão reunidos esta manhã na Associação de Moradores do Bairro Danúbio Azul, para avaliar o primeiro dia da manifestação. Cerca de 100 servidores estão no local e muitos reclamam da ameaça do prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), de cortar o ponto dos grevistas. “Quando alguém ameaça cortar o ponto é porque não quer negociar”, destaca o presidente do sindicato. “O que a gente espera é que o prefeito olhe pela nossa situação. A questão não é só salarial. Existem diversas diferenças de produtividade e, além disso, nós cuidamos da saúde da população enquanto a nossa própria saúde está em jogo. Estamos olhando pela saúde, mas estamos adoencendo” reclama Célia de Jesus Bial da Silva, 36 anos, agente de saúde há três anos. Com uma lista de assinaturas nas mãos, Amado ressalta que conta com o apoio da população nesta manifestação. São cerca de 300 nomes com as respectivas profissões das pessoas que integram a lista de apoio à manifestação. Amado afirma que a lista foi apresentada ao prefeito e que a categoria tenta há um ano a melhoria salarial cobrada nesta manifestação. Os agentes reivindicam aumento de R$ 700,00 para R$ 2.100,00. Apunhalado - Em entrevista concedida esta manhã, na inauguração do residencial Ramez Tebet, o prefeito rebateu as críticas. “Me sinto apunhalado pelas costas”, afirma. Ele diz que conduzia as negociações tranquilamente e que até recebeu um documento assinado pelo presidente da entidade, datado de 31 de dezembro, no qual a categoria se comprometia a não parar as atividades. Nelsinho enfatiza que a data-base dos servidores é maio, portanto, considera “chantagem barata” a greve, que é feita no período de chuva em que o trabalho dos agentes torna-se ainda mais importante, devido ao risco de proliferação de insetos como o mosquito da dengue. Ele ressalta que o valor pleiteado não será alcançado porque representa 1,5% do orçamento da prefeitura. “Não tem cabimento”, completa. O prefeito manteve a ameaça de cortar ponto e tentará, na Justiça, colocar outros servidores no lugar dos grevistas. “Não vou abonar ponto nenhum. Todos os pontos serão cortados e vai para ficha funcional”, destaca o prefeito. Fonte: CG News
senar janeiro21

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