Por conta de ameaças de morte e denúncia de suposto envenenamento, alimentação dos agentes penitenciários da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande precisou ser substituída, na noite de ontem.
Segundo informações do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap), informações é que marmitas que seriam servidas aos agentes estavam envenenadas e, por conta da suspeita, servidores suspenderam a alimentação e comeram pizzas.
Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que houve substituição da alimentação, após serviço de inteligência obter informações sobre a possibilidade.
Conforme a Agepen, substituição foi uma medida preventiva, porque a alimentação não é mais feita pelos presos. No entanto, como haviam detentos trabalhando em serviços de manutenção próximo ao local, optou por fazer a troca.
Ainda segundo a Agência, direção da Máxima irá instalar câmeras de segurança no local de alimentação, como forma de monitorar acesso de presos.
Presidente do Sinsap, André Luiz Santiago, disse que irá exigir uma investigação sobre o caso e acesso ao laudo técnico.
"Vamos cobrar das autoridades um laudo para constatar se de fato houve o envenenamento e cobrar do governo a garantia de que os funcionarios possam alimentar-se sem risco", disse.
AMEAÇAS
Ainda segundo o Sinsap, denúncias recebidas comprovam que servidores estão sendo ameaçados de morte por grupo da facção criminosa.
Conforme informações, lista de alvos inclui cinco agentes de Mato Grosso do Sul, sendo de presídios de Campo Grande, Naviraí e Dourados.
Orientação dada pelo sindicato éque os agentes mudem sua rotina, principalmente o trajeto ao trabalho, evitem locais públicos e mantenham atenção redobrada.
Santiago cobrou da Agepen um posicionamento quanto ao caso, pedindo que sejam tomadas medidas padrão, semelhante a tomada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que suspendeu visitas no Presídio Federal, além de notificar os servidores ameaçados.
"Não é a primeira vez que o servidor torna-se alvo de criminosos, por simplesmente exercerem a sua função de proteger o Estado e garantir a segurança nos presídios, e a Agepen, até agora não fez nada para garantir a segurança desses trabalhadores. O servidor tem direito de saber oficialmente que ele está sendo ameaçado e o Estado tem a obrigação de ampara- lo", afirmou Santiago.
Sobre as ameças, Agepen informou que não irá repassar nenhuma informação por questões de segurança, mas que em qualquer caso identificado, servidor é imediatamente informado e afastado de seus serviços.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Alunos de medicina da UNIDERP acionam Ministério Público em busca de melhorias

Vai pegar estrada no Carnaval? Confira cuidados importantes para uma viagem segura

PM aposentado de Mato Grosso do Sul perde R$ 124 mil em golpe de criptomoedas

No MPMS, indígenas pressionam prefeitura por terrenos prometidos no Jd. Inápolis

Caso Marielle: delegado e policiais operavam organização criminosa dentro da Polícia Civil

Mulher é esfaqueada pelo companheiro e espera mais de três horas por atendimento médico

TJ nega trancamento de ação contra capitão da PMMS por constituição de empresa

Tiros, empurrões e controle: veja o que a mulher de 'Tio Trutis' contou à Polícia

Justiça determina medida protetiva e avisa ex-deputado 'Tio Trutis' sobre risco de prisão


Agentes foram ameaçados na Máxima (Fotos: Reprodução)


