Glenn Ford, de 64 anos, foi condenado pelo assassinato de Isadore Rozeman, que tinha 56 anos na época e para quem Ford trabalhava ocasionalmente. O americano sempre negou ter cometido o crime.
Ao deixar a prisão de segurança máxima, no Estado da Louisiana, Ford lamentou ter perdido três décadas de sua vida pagando por um crime que não cometeu. "Eu não tenho como voltar e fazer as coisas que deveria ter feito quando tinha 35, 38, 40. Meu filho, quando eu parti, era um bebê. Agora, ele é um adulto com bebês", disse a jornalistas ao deixar a prisão.
Ford foi libertado após seu álibi, que sugeria que ele não estava no local do crime na hora do assassinato, ter finalmente sido confirmado. O processo que levou à condenação de Ford à morte, segundo a defesa da vítima de erro da Justiça, foi prejudicado por uma série de fatores.
Inicialmente, por exemplo, o americano foi implicado no crime por uma mulher que, posteriormente, admitiu ter mentido. A arma do crime nunca foi encontrada e o crime não teve testemunhas.
O caso tem ainda um componente racial, uma vez que Ford, que é negro, foi condenado por unanimidade por um júri formado apenas por brancos. A família da vítima do assassinato, que continua não esclarecido, celebrou a libertação de Ford.
A Justiça determina que prisioneiros que são posteriormente inocentados sejam indenizados pelo Estado. As indenizações vão de US$ 25 mil (R$ 58 mil) a 250 mil (R$ 586 mil) por cada ano perdido na prisão, além de 80 mil (R$ 200 mil) relativo a "perdas de oportunidades na vida".Reportar Erro
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Glenn Ford fala com a imprensa ao deixar a prisão de segurança máxima, nessa terça-feira, 11 de março. (Foto: AP) 



