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'Bikini bridge', que começou como brincadeira, vira febre na Internet

15 janeiro 2014 - 12h06Via Terra
Depois da tendência do “thigh gap”, expressão que define pernas tão magras que criam um vão entre elas, uma novidade parece ter chegado para tomar este lugar. Batizada de “bikini bridge”, a nova febre entre as mulheres que adoram postar fotos de si próprias é descrita como a “ponte” que se forma com a parte de baixo do biquíni entre os dois ossinhos dos quadris femininos. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

O conceito se explica pelo espaço que se forma entre a peça e abdomens cada vez mais magros. A ideia começou como uma brincadeira, quando entusiastas postaram fotos no site de compartilhamento de imagens 4chan, criaram uma página no Tumblr dedicada ao tema e fizeram a hashtag #bikinibridge circular pelo Twitter.

Foram feitos até comentários brincalhões falando sobre os benefícios de se ter uma bikini bridge, como acomodar um Ipod no espaço que sobra e obter uma linha mais suave de bronzeado.

O site Buzzfeed também publicou um artigo falando sobre os 12 privilégios ligados à tal característica, com adjetivos como “o último acessório de praia”.

Como resultado, em apenas 24 horas, o que começou como uma brincadeira virou uma bola de neve. Dessa forma, a hashtag #bikinibridge e #bikinibridge2014 foi twittada mais de 2.400 vezes.

Lucy Attley, porta-voz da Dove que trabalha na campanha de autoestima da marca, diz que a tendência é um outro exemplo de pressão sobre as mulheres, para se sentirem ainda mais ansiosas com relação aos seus corpos. “Nossa ambição é que a beleza seja uma fonte de confiança, não de ansiedade. Queremos inspirar mulheres de todos os lugares a se sentirem bem a respeito dos corpos que têm, e não sentir a constante pressão que impulsiona as ansiedades de beleza, retratando um ideal de beleza que não é real”, ressalta.

A especialista em imagem corporal Katie Lowe acrescenta que o novo modismo motiva as mulheres jovens a desenvolverem uma imagem do próprio corpo e também a baixa autoestima. "Imagens como esta costumavam ser restritas a sites pró-anorexia - que são eles próprios perigosos, incentivando comportamentos alimentares desordenados”, afirma.  

Ela diz ainda que outro ponto negativo é que muitos veículos já abordaram estas tendências como algo positivo, o que faz com que as ideias em torno do corpo feminino fiquem piores, não melhores. “Precisamos aprender que nossos corpos são bonitos em todas as formas e tamanhos, e encorajar as mulheres a se esforçar a fazer algo parecido com isso é resultado de uma cultura vergonhosa que está causado mais de 4.500 meninas entre 15 e 19 anos a desenvolverem um novo distúrbio alimentar todo ano”, conclui.

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