Menu
Busca quarta, 22 de setembro de 2021
(67) 99647-9098
Gov - Estado que Cresce (set21)
Geral

Brasil tem maior sistema público de transplantes do mundo, mas burocracia ainda atrapalha

27 setembro 2012 - 10h14Reprodução

Apesar de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo, “dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari.

Segundo ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.

Durante evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos - lembrado hoje (27) - Murari destacou que a legislação brasileira atual exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do paciente).

De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia.

“Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens”, explicou. A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano.

Segundo Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para instituições definidas como tutoras.

“Vamos institucionalizar o ensino do processo de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar  a necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em estados menos desenvolvidos”, completou.

Dados do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros tenham zerado suas filas.

Outra meta definida pelo governo é contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de habitantes.

Via Agência Brasil

Unica - inverno

Deixe seu Comentário

Leia Também

Geral
Homem alega ter moto danificada por empresa de limpeza em Campo Grande
Geral
Seis meses depois da morte do filho, Armando Anache morre aos 91 anos
Geral
Prefeitura de Campo Grande inicia campanha para inibir a doação de esmolas
Geral
Vídeo: "Peixe de bosteiro", morador de rua engana população de Paranaíba
Geral
Limites mais restritivos para poluentes atmosféricos são fixados pela OMS
Geral
Adolescente de 14 anos morre afogado em lago
Geral
Ministro Marcelo Queiroga testa positivo para Covid
Geral
Adolescentes de MS estão desaparecidas no Paraguai
Geral
Cruzamento da rua 13 de Maio, será fechado por dois dias para obras de drenagem
Geral
Cachorro morre após viagem de avião e dona culpa companhia aérea

Mais Lidas

Polícia
Delegada de polícia negra é impedida de entrar em loja da Zara
Polícia
Vizinhos sentem mau cheiro e encontram idoso morto dentro de casa
Geral
Ciclista é atropelada por caminhão e arrastada por cinco metros na Enersto Geisel
Entrevista
Ex-governador André Puccinelli fala ao JD1