Em parceria com o Instituto de Mediação Luiz Flávio Gomes, sediado em São Paulo, e com várias outras instituições distribuídas pelo Brasil, foi inaugurada em Campo Grande nesta quinta-feira (11) a Câmara de Mediação LFG. O advogado Geraldo Escobar, gestor do escritório, explica que a mediação é um procedimento legal, pacífico, que pode ser utilizado para que as pessoas resolvam seus conflitos, seja diante do Poder Judiciário ou por meio de Câmaras Privadas de Mediação.
Com o auxílio de um mediador devidamente capacitado, que se utiliza de técnicas com imparcialidade e confidencialidade, as partes têm a oportunidade de reencontrar a comunicação entre elas. Dessa forma, mediante ao diálogo, constroem em conjunto o entendimento necessário para resolverem ou terem uma negociação eficiente na solução de suas pendências. O novo escritório em Campo Grande conta com 12 mediadores.
De acordo com Escobar, que já foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), o procedimento da mediação serve a uma variedade de propósitos, tais como contribuir para que as partes determinem ou esclareçam questões controversas, entendam outras perspectivas de uma mesma questão, identifiquem seus interesses, explorem e avaliem possíveis soluções para o conflito e alcancem um acordo mutuamente satisfatório.
“Trata-se de um método célere e efetivo de solução de conflitos que pode ser utilizado em todas as áreas, resolvendo questões empresariais, familiares, trabalhistas e tantas outras que motivam conflitos na sociedade”, esclarece o advogado, também ex-presidente da Escola Nacional de Advocacia do Distrito Federal (ENA/DF).
Para o processo de mediação, além do mediador capacitado, é de suma importância que cada parte esteja acompanhada de seu advogado, para esclarecimento de dúvidas jurídicas a respeito de seu caso e para orientar na busca pela melhor solução.
“Importante ressaltar que esse meio de resolução de conflitos, por se tratar de um procedimento extremamente sigiloso, torna o ambiente mais favorável a composição do acordo, pois as partes ficam à vontade para trazer à discussão questões fora dos jargões jurídicos, expondo seus pensamentos, e têm a oportunidade de trazer questões que ainda não tinham sido expostas”, complementa o advogado.
Outro ponto de destaque é a celeridade e a economia, pois as partes tendem a cooperar - não por razões altruístas, mas visando a otimização de seus ganhos individuais. “Em resumo, a mediação é uma ferramenta que está à disposição de advogados e da sociedade para solução pacífica de conflitos”.
Estavam presentes na inauguração da câmara os desembargadores Rui Celso e Alexandre Bastos, o presidente da OAB-MS, Mansur Karmouche, e sua diretoria, a presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), Dra. Rachel Magrini, além de empresários e advogados.
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Segundo o advogado Geraldo Escobar, mediação serve a uma variedade de propósitos (Divulgação)



