Em 2016 a captação de órgãos feita pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da Santa Casa de Campo Grande cresceu 117% comparados ao ano de 2015.
No ano passado, de 125 notificações de morte encefálica, 64 famílias foram entrevistadas quanto a doação de órgãos, 39 recusaram e destas apenas 25 doaram. O número que parece pequeno torna-se maior em vista do ano anterior, onde de 95 notificados apenas nove foram doadores.
De acordo com a coordenadora chefe da CIHDOTT, enfermeira Ana Paula Silva das Neves, foram captados na Santa Casa 44 rins, 12 fígados e seis corações em 2016. “Esse aumento das captações se dá a todo o trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar, e em especial pela equipe da CIHDOTT que incansavelmente presta serviço de qualidade e humanizado aos familiares destes pacientes dentro do hospital Santa Casa”.
O número de famílias que recusaram a doação aumentou 11%, mas a coordenadora explica que o aumento é da maior abordagem a estas famílias. "Esse aumento está relacionado diretamente à qualificação e envolvimento da equipe multidisciplinar para o atendimento a esses potenciais doadores e ao acolhimento familiar. Nas entrevistas, as negativas ocorrem com a justificativa apontada pelos familiares da vontade do “corpo íntegro” e em seguida de por “desconhecimento da vontade do familiar”, explica a coordenadora.
O objetivo da CIHDOTT da Santa Casa é acolher os familiares de pacientes notificados e informar sobre os direitos que eles têm diante da possibilidade da doação de órgãos. “Com a qualificação profissional no decorrer do ano de 2015 e 2016 conseguimos um número maior de doadores efetivos, e assim, ajudando os pacientes que aguardam por um órgão para sua melhora na qualidade de vida ou até mesmo uma “nova vida”, afirma.
Em 2017 a Santa Casa de Campo Grande passa a ser sede da Organização de Procura de Órgãos (OPO). “Este ano será marcado pela nova fase do hospital. Como sede da OPO, buscaremos uma maior oferta de órgãos para atender aos nossos pacientes através dos programas de transplantes, ao quais estão sendo pleiteados pelo nosso hospital junto ao Sistema Nacional de Transplantes”, conclui a enfermeira.
A CIHDOTT da Santa Casa foi criada no ano de 2000, e atualmente é composta por uma enfermeira coordenadora, uma médica e quatro agentes de captação.
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