O delegado, Sérgio Luiz Duarte, responsável pelo inquérito da Corregedoria da Polícia Civil, informou na tarde desta terça-feira (1) que um novo laudo pericial apontou que os flambadores, presentes na camionete do empresário, Adriano Correia do Nascimento, foram plantados depois do trabalho da perícia no final do ano passado.
“Os elementos colhidos indicam que os flambadores não estavam na camionete no dia 31 de dezembro do ano passado, dia do crime”, afirmou Duarte.
“No local do crime, a perita Karina Rébulla Laitart, fez todas as fotos e imagens do assoalho do lado do passageiro, onde havia os projeteis dos tiros dado pelo policial. E nessa primeira perícia no veículo não havia nenhum flambador”, explicou.
Ainda de acordo com o delegado da corregedoria, depois da perícia no local do crime, a camionete foi levada até o pátio do Instituto de Criminalística e no dia dois de janeiro, deste ano, a perita voltou a periciar o veículo, para, desta vez, saber as trajetórias dos sete disparos que foram efetuados pelo PRF.
“Para esta nova perícia foram retirados os bancos, tapetes e as partes que não interessavam à investigação. E mais uma vez não foi constatado os tais objetos”, disse Luiz Duarte.
Conforme o delegado responsável pelo inquérito, os objetos foram colocados no veículo no dia três ou quatro de janeiro. “Certamente eles foram colocados para criar uma nova situação, pois quando foram encontrados a perita já tinha fechado os exames de periciais”, argumentou.
“Agora vamos trabalhar na tentativa de buscar o responsável em plantar os objetos no veículo”, afirmou o delegado.
Prisão de 1 a 4 anos em regime fechado
O delegado, Sérgio Luiz, explicou que, caso o culpado em plantar os flambadores seja encontrado, e se for funcionário público, deverá pegar de 1 a 4 anos de prisão, além de sofrer os processos administrativos e até demissão.
“A intenção, provavelmente, da pessoa que colocou os objetos no carro, serviria para ajudar na tese do PRF, Ricardo Hyun Su Moon, em seu depoimento disse à polícia que viu algo dentro do carro que parecia uma arma. E devido a isso ele atirou contra as vítimas para se defender”, Luiz.
A equipe de reportagem do JD1 Notícias entrou em contato com o advogado de Ricardo Su Moon, Renê Siuf, mas até o fechamento desta matéria não conseguiu falar com o defensor do acusado.
Caso
O PRF, Ricardo Hyun Su Moon, é acusado de ter praticado o homicídio do empresário Adriano Correia do Nascimento e tentativa de homicídio de Agnaldo Espinosa da Silva, 48, e de um adolescente, após discussão no trânsito ocorrida no dia 31 de dezembro de 2016, por volta das 5h40 da manhã, na av. Ernesto Geisel, esquina com a rua 26 de Agosto, em Campo Grande.
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