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Conflito entre Israel e a Faixa de Gaza deixa oito crianças mortas hoje

Além disso, um prédio na Faixa de Gaza que abriga os escritórios da Associated Press (AP), dos E.U.A desabou neste sábado

15 maio 2021 - 16h16Sarah Chaves com informações do G1

Em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza, neste sábado (15), dez pessoas de uma mesma família palestina, incluindo oito crianças, foram mortas, informaram fontes médicas. Um bebê de cinco meses sobreviveu.

Além disso, um prédio de 12 andares na Faixa de Gaza que abriga os escritórios da Associated Press (AP), dos Estados Unidos, e da emissora Al Jazeera, do Catar, desabou neste sábado, após ser atingido por mísseis israelenses, informaram as agências Reuters e France Presse.

Um jornalista palestino foi ferido no ataque, informou a mídia palestina, e destroços e estilhaços voaram a dezenas de metros de distância.

Jawad Mehdi, proprietário do edifício Jala, afirmou que um oficial da inteligência israelense o avisou antes do ataque que ele tinha uma hora para evacuar o prédio. Ele solicitou 10 minutos adicionais para os repórteres embalarem seus equipamentos, mas teve o pedido recusado, segundo a France Presse.

"Um ataque israelense destruiu o prédio que abrigava os escritórios da AP em Gaza", disse Jon Gambrell, jornalista da agência de notícias, no Twitter. "O Exército avisou o proprietário do prédio onde fica o escritório da AP que o local seria alvo de um bombardeio", escreveu pouco antes do ataque.

O Exército israelense declarou que equipamentos militares do Hamas estavam na torre atingida por seus caças. "O prédio também abrigava escritórios de veículos de comunicação civis, atrás dos quais o grupo terrorista Hamas se esconde e que usa como escudos humanos", acrescentou o Exército, alegando ter alertado os civis antes do ataque e "ter lhes dado tempo suficiente".

A rede de televisão Al Jazeera confirmou no Twitter que seus escritórios ficavam no prédio e transmitiu ao vivo as imagens da torre desabando e sendo reduzida a uma montanha de escombros. O edifício também tinha vários apartamentos e outros escritórios.

O diretor geral interino da Al Jazeera, Mostefa Souag, chamou o ataque de "bárbaro" e disse que Israel deveria ser responsabilizado. “O objetivo deste crime hediondo é silenciar a mídia e ocultar a carnificina e o sofrimento incontáveis do povo de Gaza”, disse ele em um comunicado.

O porta-voz militar israelense, Jonathan Conricus, rejeitou a ideia de que Israel estava tentando silenciar a mídia. "Isso é totalmente falso, a mídia não é o alvo", disse à Reuters.

Conricus chamou o prédio de um alvo militar legítimo, dizendo que continha inteligência militar do Hamas. Ele disse que o Hamas pode ter calculado que, ao colocar seus "ativos" dentro de um prédio com escritórios de notícias, 'eles provavelmente esperavam que isso os mantivesse a salvo de ataques israelenses".

Questionado sobre o motivo da destruição de todo o prédio, Conricus disse: "Não havia como derrubar apenas as instalações do Hamas que estavam no prédio. Eles ocuparam vários andares do prédio e era impossível derrubar apenas esses andares. Foi considerado necessário para demolir todo o edifício. "

A agência de notícias americana AP declarou estar "chocada e horrorizada" com o ataque israelense. "Este é um acontecimento incrivelmente perturbador. Nós evitamos por pouco uma terrível perda de vidas", disse o chefe da agência, Gary Pruitt, em um comunicado. “O mundo ficará menos informado sobre o que está acontecendo em Gaza por causa do que aconteceu hoje”, acrescentou.

O governo dos EUA informou que disse a Israel para garantir a segurança dos jornalistas. "Comunicamos diretamente aos israelenses que garantir a segurança dos jornalistas e da mídia independente é uma responsabilidade primordial", tuitou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ao presidente dos EUA, Joe Biden, neste sábado, que Israel "está fazendo de tudo para evitar ferir" pessoas que não estão envolvidas na luta contra o Hamas e outros grupos em Gaza. De acordo com um resumo do telefonema divulgado pelo escritório de Netanyahu, o primeiro-ministro israelense disse a Biden que "os não envolvidos foram evacuados" do prédio.

Conflito histórico

Jerusalém esteve em estado de alerta por várias semanas, com palestinos irritados com o fechamento de uma praça popular no momento em que o Ramadã estava começando. Outro motivo de tensão é uma batalha legal que dura anos para remover sete famílias palestinas de suas casas em Jerusalém Oriental – e que parece prestes a terminar com despejo.

As famílias vivem no bairro de Sheikh Jarrah, ao norte da Cidade Velha, desde 1956. À época, foi fechado um acordo intermediado pelas Nações Unidas para encontrar casas em Jerusalém Oriental controlada pela Jordânia para famílias que perderam suas propriedades no que se tornou o estado de Israel em 1948.

Uma organização nacionalista israelense chamada Nahalat Shimon está usando uma lei de 1970 (aprovada depois que Israel ganhou o controle sobre Jerusalém Oriental) para argumentar que os proprietários das terras antes de 1948 eram famílias judias, o que significa que os atuais ocupantes palestinos deveriam ser despejados e suas propriedades dadas aos judeus israelenses.

Os palestinos afirmam que as leis de restituição em Israel são injustas porque eles não têm meios legais para pedir de volta as propriedades que perderam para famílias judias no final dos anos 1940 no que se tornou o Estado de Israel.

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