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Denúncias de agressões nesta eleição se espalham pelo Brasil

As denúncias também podem ser feitas pelo Disque Denúncia - 181

12 outubro 2018 - 15h37Da redação

As discussões sobre as eleições à Presidência do Brasil extrapolaram as redes sociais. Faltando pouco mais de duas semanas para a votação do segundo turno, o acirramento dos ânimos. Nos últimos dias, tem crescido o número de relatos sobre episódios de violência e agressões verbais ou físicas ocorridas em diversos estados.

Servidora pública agredida em Pernambuco

A servidora pública Paula Pinheiro Ramos Pessoa Guerra, de 37 anos, disse ter sido agredida no último domingo em um bar por estar usando adesivos do Ciro Gomes e botons do "Ele Não", em menção ao candidato Jair Bolsonaro. Ela apareceu com hematomas no olho e nos braços, além de um corte com pontos no antebraço.

Chutes, socos e garrafadas no Paraná

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram que um servidor público foi agredido a socos, pontapés e garrafadas em frente à Universidade Federal do Paraná por ao menos cinco homens, identificados como membros da torcida organizada Império Alviverde, do clube de futebol Coritiba.

Tentativa de atropelamento na Bahia

Um professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) foi preso pela polícia. Ele é suspeito de tentar atropelar um homem que vendia camisetas de temática política. Segundo a imprensa local, as camisetas seriam pró-Bolsonaro.

Agressão com barras de ferro no Rio de Janeiro

A cantora transexual Julyanna Barbosa, de 41 anos, relatou que voltava andando para casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quando foi provocada por três homens.

O caso de Julyanna, por exemplo, entrou para as estatísticas da ONG Aliança Nacional LGBTI, que vem compilando relatos de agressões a homossexuais e transexuais relacionados com as eleições. Desde o primeiro turno, eles registraram 15 casos, incluindo ataques verbais e físicos.

Agressões verbais e intimidação contra mulheres

Nos últimos dias, a reportagem ouviu relatos de pelo menos cinco mulheres que foram empurradas ou xingadas nas ruas de Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Elas atribuem as agressões ao fato de estarem usando camisetas vermelhas, adesivos ou broches da campanha "Ele Não" - em referência ao movimento de mulheres contra Jair Bolsonaro - e dizem ter sido chamadas com frequência de "petista", "vagabunda" e outros nomes impublicáveis.

Agressões contra jornalistas

O período eleitoral também foi marcado por casos de agressões a jornalistas. Foram 137 em 2018, segundo estimativas da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) - sendo 75 ataques digitais e 62 físicos, e a maioria deles ligados à cobertura eleitoral.

Fui agredido. O que fazer?

Denúncias ou pedidos de ajuda em caso de violência também podem ser feitos em um batalhão da Polícia Militar, na delegacia mais próxima, ou pelo telefone 190, destinado ao atendimento da população nas situações de urgências policiais. As denúncias também podem pelo Disque Denúncia - número 181.

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