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Depois de denúncia de rombo, atendimento no IMPCG "derrete"

22 agosto 2016 - 14h25Liziane Berrocal

O valor é descontado todos os meses no salário dos funcionários públicos da Prefeitura Municipal de Campo Grande, variando conforme cada salário, ainda assim, pacientes que precisam do atendimento na Central do IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) estão voltando para casa. O motivo, segundo os profissionais que atendem lá, é a falta de materiais básicos, tais como luvas, algodão, gaze e materiais para os dentistas trabalharem. 

Um dos profissionais afirmou que a ordem é levar material de casa, o que foi confirmado por uma das pacientes. Foi o caso de Dilnalva Morais, que tinha dentista agendado para às 9h30 e ao chegar ao complexo de atendimento, ficou sabendo que não seria atendida. 

“Saí de casa deixando idosos e crianças sem a devida assistência para realizar um tratamento dentário marcado há um mês. Chegando ao IMPCG a dentista me explica que lamenta muito pela situação mas é impossível atender por falta de materiais imprescindíveis e básicos, como luvas. Quando indaguei porque outros dentistas estavam atendendo, técnicas atendentes dos consultórios disseram que estes dentistas trouxeram materiais dos seus consultórios”, contou a paciente. 

Ela ficou indignada. “Registro minha indignação à uma administração que usa o slogan: as pessoas em primeiro lugar”, reclamou.  

Uma profissional que trabalha na área médica do IMPCG confirmou que realmente não há material e que são orientados a levar de casa ou dizer que não foi feito repasse por parte do Governo do Estado, que em tese não tem nada a ver com o Instituto. 

Não é a primeira polêmica que o órgão previdenciário dos funcionários municipais está envolvido. Anteriormente foi levantada a suspeita de um rombo no IMPCG que causou temor entre os funcionários. O déficit foi denunciado na Câmara Municipal de Campo Grande e também na Assembleia Legislativa. 

Segundo as informações, o IMPCG possuía em caixa R$ 110.650.995,27, conforme publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). Entretanto, a soma em 30 de maio de 2016 caiu R$ 874.552,19, mostrando uma queda superior a R$ 100 milhões. Na época a prefeitura explicou que o motivo seria o grande número de aposentados e inativos. 

Sobre a falta de materiais, a prefeitura não emitiu resposta apesar de ter sido enviado e-mail para a assessoria de imprensa do Executivo Municipal.

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