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Detentos e servidores de presídios do Estado também foram imunizados contra a gripe durante campanha

13 junho 2017 - 13h32Da redação com Assessoria

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1 também foi promovida nos estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul. De acordo com a Divisão de Saúde da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), 8.306 reeducandos e 1.147 agentes penitenciários foram imunizados.

A vacinação nas unidades prisionais do Estado seguiram os mesmos critérios de grupos de risco estabelecidos pelo Ministério da Saúde. As ações nos presídios aconteceram em parceria com equipes de saúde das secretarias municipais.

Segundo a chefe da Divisão de Saúde da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, na Capital, as vacinas foram fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e aplicadas pelas técnicas de enfermagem que trabalham nas unidades penais. “Nos outros municípios do estado, a campanha foi desenvolvida conforme decisão entre as secretarias e os diretores dos estabelecimentos prisionais”, complementa.

A promoção da campanha de vacinação nos presídios é apenas uma das ações estabelecidas pela agência penitenciária para evitar a contaminação entre os reeducandos. As medidas de precaução envolvem, ainda, cuidados de higiene e acompanhamento médico dos internos.

Segundo o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, até o momento, não houve registro de internos infectados pelo vírus H1N1 em presídios de MS. “Essa campanha de vacinação fortalece as ações de saúde voltadas ao sistema prisional e prioriza a nossa preocupação com os custodiados e os agentes penitenciários que convivem em encarceramento coletivo”, afirma o dirigente.

Vacina

Para a população carcerária, a imunização é de suma importância, pois protege contra três subtipos do vírus da gripe – A (H1N1), A (H3N2) e influenza B. O Ministério da Saúde garante que a vacina contra a gripe é segura e reduz complicações que podem produzir casos graves da doença, internações e óbitos. Pesquisas demonstraram que o ato de se vacinar pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde realiza a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza, que se estende até agosto.

Neste ano, a vacina contra a gripe foi priorizada para população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que foram a novidade desta campanha.

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