O prefeito eleito em Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na noite desta sexta-feira (16). No discurso, o prefeito agradeceu familiares, lembrou do pai, ex-deputado Nelson Trad e pediu união pela cidade.
“Como sabemos, será um percurso árduo, difícil, de idas e vindas, repleto de complexidades, que exigirá de cada um de nós uma profunda revisão de conceitos e de atitudes. Por esse motivo, tenho pregado parcerias, união, diálogo e coexistência fraternal entre todos aqueles que querem construir um Mato Grosso do Sul melhor, uma Campo Grande melhor, um Brasil melhor”, declarou.
Marquinhos iniciou o discurso agradecendo a esposa, mãe, filhas, irmãos, a vice, Adriane Lopes (PEN) e todos os que ajudaram na caminhada. Lembrou dos quase 400 mil votos que conseguiu nos dois turnos, sendo eleito o sexagésimo quarto prefeito de Campo Grande.
Em seguida, fez uma homenagem ao pai, a quem descreveu como uma ausência muito sentida. “Sinto apenas um gostinho amargo com a coincidência da ausência do meu pai em momentos importantes de minha vida. Nasci em 1964 e ele não ouviu meu primeiro choro porque estava preso no porão que ainda está lá na Esplanada Ferroviária. Na minha primeira eleição, não pode estar presente porque estava recém-operado do coração. Agora, eleito prefeito da cidade que ele tanto amou, nenhuma ausência é mais sentida que a dele. Mas, agradeço a Deus por ter me sustentado nessas ausências”, relatou, emocionado.
Após agradecimentos iniciais, o prefeito eleito ressaltou que não é o momento de colocar disputas mesquinhas e interesses localizados acima da cidade e do Estado. Reafirmou que não é momento de conflito ou dissenso, mas de consenso, convergência, soma e diálogo.
”Este é um momento para ficarmos com o espírito aberto, para ouvir e aprender. É o momento de debater propostas, ideias e ouvir críticas construtivas que emanam da sociedade civil organizada. Ninguém é dono da verdade”, analisou.
O novo prefeito lembrou que a sociedade está cansada de ouvir discursos que celebram uma realidade que não existe e, por esta razão, perdeu a fé no homem público e a capacidade de acreditar nos homens de bem, colocando em dúvida a governabilidade, por não conseguirem separar o joio do trigo.
“Eles não sabem mais em quem confiar. Esta será a nossa grande missão: resgatar a crença de que ainda existem homens públicos que perseguem a virtude e lutam pelo bem comum. Que conseguem diferenciar o que é interesse público e o que é interesse privado. Que conseguem, acima de tudo, ser transparentes, não para abrilhantar sua retórica, mas para se colocar lado a lado da sociedade para defender sua vontade e suas prioridades”, defendeu.
Marquinhos pediu paciência e voto de confiança nele e na vice, destacando que para que a cidade volte a crescer, com investimentos na educação, saúde, segurança e qualidade de vida, serão necessárias medidas duras e complexas, que serão contestadas por quem defende velhos privilégios.
“Vamos precisar de prudência e cautela. Será fundamental garantir o discernimento entre o dever e o poder; entre o necessário e o possível; entre a vontade política que temos e os recursos existentes para viabilizar os projetos e nossos sonhos”, avaliou.
Marquinhos ponderou que não poderá dizer sim a tudo, mas também salientou que não dirá não ao direito de todo cidadão de ter bons serviços prestados pelo poder público, em troca dos elevados impostos.
“Por isso, peço mais uma vez a confiança de todos. Tenho certeza que seremos o melhor prefeito que essa cidade já teve. Sei, desde já, que terei que ser paciente e pedir paciência. Terei que ser democrático e, ao mesmo tempo, não ter medo de tomar decisões. Neste sentido, esse é o tempo do mérito e não o tempo do medo” discursou.
O prefeito diplomado disse estar ciente do seu papel na história e da necessidade de dar respostas imediatas a inúmeras demandas emergenciais, sem perder a noção do eixo estrutural de sua principal proposta. “Priorizar o atendimento à população mais carente em suas necessidades básicas e, ao mesmo tempo, criar um ambiente de prosperidade e modernização dos aspectos urbanos de nossa cidade. Dentro desse contexto, temo como prioridade: saúde, habitação, infraestrutura, mobilidade urbana, educação e segurança pública”, enumerou.
Marquinhou encerrou o discurso recordando que alguns pessimistas dizem que ele será prefeito no pior momento que a cidade já atravessou, o que ele discorda. “Considero isso uma dádiva, pois são nos tempos mais difíceis que mais somos agraciados com a provisão divina. É quando mais somos testados com a oportunidade de sermos aprovados. Assim, tenho certeza que isso vem para me engrandecer, para me tornar um ser humano melhor, mais justo, mais sábio e ainda mais temente e mais dependente de Deus. Não vamos esmorecer. Vamos lutar para tornar Campo Grande o melhor lugar do mundo para se viver”, finalizou.
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